Coluna Pelo Estado – Covid-19: cai número de mortos, mas óbitos de idosos preocupam

Foto Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Alerta. Das 431 mortes registradas em SC entre setembro e outubro , 327 (76%) eram de idosos com 60 anos ou mais.

A Secretaria de Estado da Saúde publicou mais um balanço da imunização em Santa Catarina e destacou a importante marca de 90% da população com 12 anos ou mais vacinada com a primeira dose contra a Covid-19. Conforme o Vacinômetro SC, dados desta terça (26), 5.536.458 pessoas receberam a primeira dose, 3.889.885 foram vacinadas com a D2, 257.186 com a dose única, 223.407 idosos e trabalhadores de saúde receberam a dose de reforço e 11.590 imunossuprimidos com a dose adicional. Uma informação chama a atenção: há uma evidente redução no número de mortes. No entanto, entre os óbitos, a grande maioria é de idosos que não completaram o ciclo vacinal.

A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) mostra que no período de 14 de setembro a 13 de outubro foram registrados 431 falecimentos por Covid em SC, representando uma queda de 34% quando comparado com o período de 30 dias anteriores, que havia contabilizado 649 óbitos. Mas ao abrir os dados, verifica-se que das 431 mortes, 327 (76%) eram de idosos (60 anos ou mais) e 104 (34%) eram pessoas abaixo de 60 anos de idade. Dos 327 idosos, 116 (35%) não tinham completado o esquema vacinal (87 não tinham recebido nenhuma dose e 29 só haviam recebido a primeira dose), 211 (65%) tinham recebido as duas doses ou a dose única há mais de cinco meses, mas apenas dois haviam recebido a dose de reforço. Já entre a população abaixo de 60 anos, dos 104 óbitos registrados, 88 (85%) não tinham completado o esquema de vacinação e apenas 16 pessoas (15%) estavam com o esquema vacinal completo.

O secretário Motta Ribeiro destaca: “Para os idosos acima de 60 é fundamental que todos recebam uma dose de reforço cinco meses após terem completado o esquema vacinal primário, e, para os imunossuprimidos, 28 dias após”.

Foto Divulgação/Partido Novo

Via Liberal

O pré-candidato do Novo à Presidência da República visita Santa Catarina durante esta semana. O cientista político Luiz Felipe D’Ávila participa de eventos em Florianópolis e São José nesta terça-feira, 26, e em Joinville no dia 27, dando sequência a sua agenda “Brasil: a via liberal”, que prevê encontros com a base do partido para construir uma proposta liberal para as eleições de 2022. Em 2018, o cientista político teve o apoio de Geraldo Alckmin na prévia do PSDB para candidatura a governador em 2018, quando foi derrotado por João Dória. Agora, foi convidado pelo Novo para participar do processo seletivo para a vaga de presidenciável – que inclui visita às bases pelo país.

Cultura catarinense

A rede de bibliotecas do Sesi e do Senai e a Academia Catarinense de Letras divulgaram nesta terça-feira (26) os autores dos poemas e poesias vencedoras do concurso literário promovido pelas entidades sobre cultura catarinense. Foram mais de 1,4 mil inscrições de estudantes de todo o estado que frequentam cursos oferecidos por Sesi e Senai, tanto na educação básica, quanto na educação profissional. Para integrar o e-book que será lançado em 2022, foram selecionadas 45 produções dentre as 208 finalistas. Em sua primeira edição, a iniciativa homenageia o industrial Wander Weege, de Jaraguá do Sul, um entusiasta da literatura catarinense.

“Sem moral”

O senador Jorginho Mello (PL) fez críticas ao relator Renan Calheiros (MDB-AL) durante a sessão de encerramento dos trabalhos, nesta terça-feira (26), no Senado. O parlamentar se posicionou contrário à iniciativa do alagoano de indiciar o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) pela defesa do tratamento precoce. “O indiciamento não é cabível. O relator não tem condição moral nenhuma, tem 13 inquéritos no STF e quer enquadrar um senador igual o Heinze, que é ficha limpa. Isso não é possível” disse Jorginho Mello, único catarinense na CPI.

Previdência

As comissões de Constituição e Justiça; Finanças e Tributação; e Trabalho, Administração e Serviço Público da Alesc apresentaram nesta terça-feira (26) o relatório conjunto ao Projeto de Lei Complementar 16/2021, que institui o benefício especial pela adesão patrocinada ao RPC-SC (Regime de Previdência Complementar de Santa Catarina) e altera a Lei Complementar nº 661, de 2015. As comissões concederam vista coletiva do relatório a todos os membros e uma reunião extraordinária será realizada nesta quarta-feira (27), às 13h, para deliberação final.