Vinhos para degustar no frio

Fotos: Divulgação/Pexels

Aqui damos dicas para harmonizar vários pratos de inverno com vários tipos de vinhos. Escolha o seu e guarde-se do inverno deliciando bons momentos com  a família e os amigos.

Rodrigo Leitão
De Brasília

Caro leitor, vamos aproveitar esse frio danado e tomar um bom vinho?

Vou te sugerir algumas opções, para que você possa escolher o que vai comer junto ou se vai apenas aproveitar uns belisquetes e, por último, se sua intenção é só um bate-papo descontraído. Lembrando que, por causa da baixa temperatura, vamos descartar os vinhos brancos secos, roses e espumantes.

Escolha as situações:

Boas vindas 1 – Se você está recebendo um amigo, sirva um vinho do Porto de entrada. É uma bebida que aguenta até 22 graus de temperatura e que, no frio, na temperatura ambiente, fica maravilhosa para acompanhar castanhas, frutas cítricas secas (maçã, damasco, avelã, etc), amêndoas, amendoins, pinhão, queijos fortes e embutidos encorpados. Para isso, escolha um vinho do Porto Rubi, porque é mais frutado e vai harmonizar muito bem.

Boas vindas 2 – Quando experimentamos vinhos, devemos ser ousados também. E essa segunda dica segue um padrão francês e outro, espanhol, pouco utilizados no Brasil. Pela harmonização francesa de entrada, sugiro um vinho doce, branco, de sobremesa, para acompanhar pães e pastas mais picantes ou salgadas. A combinação clássica aqui é do Sauternes com Foi Grass, o famoso patê de fígado de ganso. Mas use o brasileiro mesmo ou patê de carne ou frutas cítricas secas. Como esse vinho é muito caro e difícil de ser encontrado aqui na região, opte por um vinho de colheita tardia.

Pizzas – Toda pizza leva molho de tomate em sua preparação, o que pode lhe sugerir vinho tinto no acompanhamento. Exceto se for doce ou se a proteína principal for carne branca. Então, Merlot seria a melhor opção para as pizzas ou um Sangiovese.

Bate-papo – Se você vai apenas jogar conversa fora por um período de uma hora. Sugiro um vinho tinto leve, tipo Merlot de 11% de álcool, Beaujolais leve (até 12% de álcool), Pinot Noir, Dolcetto, Barbera, Bonarda, Marselan, uvas que podem ser mais rápidas na boca, ou de corpo médio, que vão necessitar apenas de queijos leves como os holandeses Gouda,  Edam e Masdam, mussarela ou nosso colonial (Minas Padrão).

Caldos – Se você for servir um caldo, do tipo sopa de capelete, opte pelo Merlot, Pinot Noir ou Beaujolais. Se for caldo mais denso, como Brodo (que tem muita gordura), pode usar um Malbec ou um vinho com pequena passagem por madeira, um Cabernet Sauvignon até 13% de álcool. Se for ensopado com carne gorda e condimentos, vá nos Malbecs, Syrah, Cabernet Sauvignon e até Tannat, dependendo da quantidade de gordura (se for bem gordo!).

Polenta com costela frita ou galinha frita – Aqui a pedida é um bom vinho italiano de uva Sangiovese. Mas cabe Malbec, Merlot e Cabernet Sauvignon mais baratos, que são os vinhos de entrada, aqueles feitos para abrir logo. Nesse caso, vale inclusive os que vêm com a expressão “Reservado” descrita no rótulo. Isso significa que o vinho é o de entrada da vinícola e que deve acompanhar os pratos do dia-a-dia.

Churrasco ou  xixo – Vinhos com tanino mais acentuados ou com passagem por madeira. São os tintos das uvas Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah e Tannat, de preferência.

Sobremesas ou doces – Volte no vinho do Porto Rubi se for chocolate. Caso contrário, escolha um colheita tardia.

Bom apetite e tim-tim!