Diferentes datas para celebrar o amor

No Brasil, dia 12 de junho, dia que antecede ao Dia de Santo Antônio, é reconhecido como o Dia dos Namorados. Uma data comercial como qualquer outra, diriam os mais céticos. Mas para tudo há uma história que lhe dá origem. Como outras datas, essa também tem origem na fé cristã.  Outros países a celebram em datas distintas, principalmente em 14 de fevereiro, por causa de São Valentim. Estas são as histórias que hoje vamos contar.

Santo Antônio

Fernando Bulhões e Taveira de Azevedo nasceu em Lisboa/Portugal, em 1195. Filho de família de posses, aos 15 anos ingressou na Ordem dos Agostinianos. Aos 25 adotou o nome de Antônio e passou a integrar a Ordem dos Frades Menores, partindo para a pregação no Marrocos, porém o barco acabou atracando na Itália. Em Pádua, conheceu São Francisco que o reconheceu como um bom pregador. Antônio, que veio a ser padroeiro de Lisboa e de Pádua, acabou sendo reconhecido por seus milagres e penitências. Faleceu aos 36 anos, em Pádua, no dia 13 de junho de 1231. No ano seguinte, o Papa Gregório IX o canonizou como Santo Antônio.

Casamenteiro

Conta-se que uma moça, em Nápoles, queria se casar, mas a família não possuía dotes – pelo costume da época, a família da mulher deveria oferecer um dote ao pretenso marido para poder se casar. A moça então, ajoelhou-se aos pés da imagem de Santo Antônio e pediu com muita fé que a ajudasse. Foi então que se deu o milagre. O Santo lhe ofereceu um bilhete onde recomendava levá-lo a um determinado comerciante, que deveria entregar a ela o equivalente ao peso do papel em moedas de prata. Como era um pedaço de papel, o comerciante aceitou, já que tinha uma dívida de 400 escudos com o Santo. Pois foi exatamente o peso do papel. Moedas entregues, a moça pôde então realizar o seu intento.  Dessa forma, Santo Antônio passou a ser lembrado como um santo casamenteiro. No Brasil, celebra-se o Dia dos Namorados no dia que antecede a data da sua morte, em 12 de junho. Muitas mulheres, principalmente, costumam fazer simpatias e rezas nessa data pedindo que o Santo as ajude a conquistar a pessoa que amam.
São Valentim

No século III, o Império Romano era governado pelo Imperador Claudio II. Vivia-se um período de muitas guerras e o Imperador resolveu, então, proibir o casamento, porque percebia que os soldados solteiros eram melhores combatentes. Já que, depois de casados, muitos preferiam ficar com as suas esposas e deixavam de servi-lo. O bispo Valentim de Terni, por outro lado, continuava a realizar as celebrações de forma clandestina. Até ser descoberto, preso e condenado à morte. Ele era reconhecido por incentivar o amor, e por isso, enquanto esteve preso, recebia flores e cartas dos amantes, que o agradeciam pelas celebrações.

Conta-se que Valentim apaixonou-se, no cárcere, por uma mulher cega, que era filha de um dos carcereiros. Mas sabia que esta união nunca se concretizaria, visto que estava condenado a morrer justamente por defender o amor. Antes disso, porém, a moça teria sido curada, milagrosamente, e recuperaria a visão, antes mesmo da execução do bispo, que ocorreu em 14 de fevereiro de 269 d.C. No ano de 496 d.C., o Papa Gelásio declarou Valentim Santo e a data foi escolhida como Dia dos Namorados, como forma de incentivar o matrimônio.

Celebração do amor pelo mundo

No Peru, fevereiro é o mês em que ocorrem a maior parte dos casamentos, a ponto de serem realizados de forma coletiva, para atender à demanda. Os casais costumam se presentear com orquídeas, que é uma flor nativa do país.

Nos Estados Unidos, em 14 de fevereiro, os norte-americanos costumam se presentear com bombons em forma de coração, cartões, flores ou joias. A celebração é para casais, mas também para famílias, amigos, em uma demonstração de afeto.

No Reino Unido, além dos presentes, a tradição pede um jantar romântico, à luz de velas.

No Japão e na Coréia do Sul, a tradição é diferente também. No dia 14 de fevereiro, apenas as mulheres presenteiam os seus parceiros, amigos e colegas, oferecendo-lhes chocolates. Porém, no dia 15 de março, conhecido como Dia Branco, é o dia de elas receberem chocolates brancos deles.

Na Argentina, a comemoração ao Dia dos Namorados dura sete dias. É a Semana da Dulzura (doçura), entre os dias 1º e 7 de julho. Isso desde 1989, quando um evento comercial recomendava trocar um doce por um beijo.

A Finlândia prefere chamar a comemoração de Dia dos Amigos, quando se oferece, tradicionalmente, uma rosa cor-de-rosa.

(Fonte Blog Unoesc)