Coluna Pelo Estado – Carlos Moisés volta ao comando do governo de SC

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Numa sessão que teve um rito mais célere e votos objetivos, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) foi absolvido da acusação de crime de responsabilidade na compra fraudulenta dos 200 respiradores não entregues pela empresa Veigamed, apesar de perder na votação por 6 a 4. Era necessários 7 votos para afastá-lo definitivamente do cargo. A sentença foi proferida às 14h15 desta sexta-feira, 7, pelo desembargador Ricardo Roesler, presidente do Tribunal Especial de Julgamento. Com a decisão, o governador retornou ao comando do Estado ainda nesta sexta-feira. Ele estava afastado do cargo desde 30 de março.

Os cinco votos pela condenação foram dos desembargadores Sônia Maria Schmidt, Roberto Lucas Pacheco, Luiz Zanelato, Rosane Portela Wolff e Luiz Antônio Fornerolli; e do deputado Laércio Schuster (PSB). Os deputados Marcos Vieira (PSDB), José Milton Scheffer (PP), Valdir Cobalchini (MDB) e Fabiano da Luz (PT) votaram pela absolvição. Ironicamente, coube ao parlamentar petista a manifestação decisiva, que garantiu a recondução de Moisés ao Centro Administrativo.

A vitória de Moisés representa a derrota do movimento bolsonarista que projetava Daniela Reinehr (sem partido) à frente do governo até dezembro de 2022. Em apenas um mês no cargo, ele trocou 13 dos 19 postos de primeiro escalão; encaminhou para a Alesc o projeto de Auxílio Emergencial, o chamado Auxílio Catarina, cuja os estudos de viabilidade começaram com Moisés; e, por fim, vetou os projetos de lei construído entre o governo e os parlamentares que garantia R$ 350 milhões de verbas públicas nas rodovias federais.

A partir de agora, o governador reconduzido terá que acelerar para deixar o governo de novo com seu perfil e alinhar ainda mais o diálogo com o Legislativo, para garantir 19 meses de eficiência da máquina pública – que, ao fim e ao cabo, é o que a população catarinense quer.

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BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) vai suspender por seis meses o pagamento de empréstimos para micro e pequenos empreendedores da região Sul do Brasil, cujos negócios foram fortemente impactados pela pandemia. A medida aprovada atinge aproximadamente 700 contratos, que totalizam cerca de R$ 1 bilhão – e está em linha com o movimento feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), fonte original dos recursos.

MDB

O início de uma série de encontros regionais com lideranças emedebistas, nesta sexta-feira, 7, pelo norte e planalto norte catarinense, foi marcado por discursos de unidade e protagonismo do MDB na eleição estadual do próximo ano. Os pré-candidatos à prévia que o partido realizará no dia 15 de agosto, para escolha de seu candidato ao governo, presidente estadual Celso Maldaner, senador Dário Berger e o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, motivaram a base partidária nos encontros regionais realizados em Canoinhas, Rio Negrinho e Jaraguá do Sul. O deputado federal Carlos Chiodini e os deputados estaduais, Dirce Heiderscheidt e Fernando Krelling, além de lideranças locais, também marcaram presença.

Podemos

A deputada Paulinha (PDT) se encontrou com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal, Renata Abreu. A parlamentar catarinense estava acompanhada do prefeito de Bombinhas, Paulinho (DEM) e do prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira. Paulinha foi oficialmente convidada para se filiar ao Podemos. Mas, confessou que ainda não decidiu o seu rumo partidário, em função de sua identificação com o seu atual partido, PDT. Ela está filiada ao partido há mais de 30 anos.

Voto Impresso

O deputado federal Hélio Costa é a favor da PEC 135/2019 que determina o voto impresso. O parlamentar concorda com a proposta que tramita no Congresso Nacional, porém, acredita que não haverá tempo hábil para implementá-la nas eleições de 2022. O deputado afirmou que irá votar “sim” quando for ao plenário. “Sou a favor da medida.

Mas acho que não passa, não dá tempo para fazer. Hoje a tecnologia está tão avançada que daqui a pouco alguém faz um programa e resolve o problema para imprimir voto, embora vá ser caro”.