Veja como será a vacinação para pessoas com comorbidades

Foto: Núcleo de Comunicação DIVE/SC/Divulgação

Pacientes com Síndrome de Down, pessoas com doença renal crônica, transplantadas , gestantes e puérperas com comorbidades, deficiente permanente cadastrado no BPC e pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades e deficiência permanente formam o grupo que receberá vacina na primeira fase. Mas data ainda não está definida.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulgou como será a vacinação contra Covid-19 para as pessoas com comorbidades. O estado recebeu nesta segunda 232.750 doses da vacina AstraZeneca, que será usada também neste grupo.

Porém, não foi divulgada data de quando começará a imunização das pessoas com comorbidades. O início deve ocorrer quando os municípios terminarem a vacinação dos idosos de 60 anos ou mais. Em algumas cidades, isso pode ocorrer ainda nesta semana.

A vacinação desse grupo será feita em duas fases.

PRIMEIRA FASE:
Serão contempladas os seguintes pacientes, nesta ordem:

  1. Pessoas com Síndrome de Down, independente da idade (18 a 59 anos);
  2. Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise), independente da idade (18 a 59 anos);
  3. Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea, independente da idade (18 a 59 anos);
  4. Gestantes e puérperas com comorbidades, independente da idade (maiores de 18 anos);
  5. Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC), independente da idade (18 a 59 anos);
  6. Pessoas com Comorbidades e Deficiência Permanente de 55 a 59 anos.

SEGUNDA FASE:
Na fase 2, serão vacinados os grupos de pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas (que deram à luz recentemente) independentemente de condições pré-existentes, de forma escalonada, da maior para a menor idade:

  1. 54 a 50 anos;
  2. 49 a 45 anos;
  3. 44 a 40 anos;
  4. 39 a 35 anos;
  5. 34 a 30 anos;
  6. 29 a 18 anos.

AS COMORBIDADES
– Diabetes mellitus;
– Pneumopatias crônicas graves;
– Hipertensão arterial resistente (HAR);
– Hipertensão arterial estágio 3;
– Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade;
– Insuficiência cardíaca (IC);
– Cor-pulmonale e hipertensão pulmonar;
– Cardiopatia hipertensiva;
– Síndrome coronarianas;
– Valvopatias;
– Miocardites e Pericardiopatias;
– Doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;
– Arritmias cardíacas;
– Cardiopatias congênita no adulto;
– Prótese valvares e dispositivos cardíacos implantados;
– Doença cerebrovascular;
– Doença renal crônica;
– Imunossuprimidos;
– Hemoglobinopatias graves;
– Obesidade mórbida;
– Cirrose hepática.

COMPROVAÇÃO DA DOENÇA
Para comprovar a comorbidade, o paciente pode apresentar documentos como exames, receitas, relatórios e prescrições médicas. Os cadastros já existentes dentro das Unidades de Saúde também podem ser utilizados, explicou a gerente de imunização da Dive, Arieli Fialho.