Sindilojas emite nota pública contra o lockdown

Foto Arquivo RD/Divulgação

O Sindicato do Comércio Varejista do Meio Oeste Catarinense (Sindilojas), que representa o segmento patronal do comércio varejista divulgou nesta quinta-feira, dia 4, nova pública contra o lockdown. A nota é assinada por Manoel Donato Melo de Liz, presidente da entidade que abrange 12 municípios. Confira:

“O Sindicato do Comércio Varejista do Meio Oeste Catarinense – Sindilojas, entidade representativa do segmento Patronal do Comércio Varejista, com abrangência territorial em 12 municípios, vem por meio deste se posicionar contra o lockdown, como medida para controle da transmissão da COVID-19.

Não se pode atribuir a responsabilidade a esse segmento ou ao ambiente de trabalho, como sendo nele, unicamente, que ocorrem as contaminações. Decretar fechamento das atividades, no lockdown, é muito prejudicial, não vai salvar vidas ou diminuir vagas nos leitos de hospitais. Adotar o lockdown vai causar consequências sociais e impactos econômicos tão graves quanto à própria pandemia, gerando fechamento de empresas, desemprego, desabastecimento, aumento do endividamento que ficou de herança do ano de 2020 e, diversas outras situações deste efeito cascata. Paralelo a isso, os trabalhadores premidos pela folha de pagamento ou com uma família para alimentar, temem também pelo desemprego.

A disseminação do vírus ocorre em outras circunstâncias, creditamos o maior contágio ao convívio social indiscriminado e irresponsável da população, em desobediência às regras proibitivas e desatenção aos protocolos de segurança. As empresas do comércio varejista, atendendo as normas sanitárias e preventivas, adotaram e mantiveram todos os protocolos de segurança para garantir a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores e clientes.

Ações preventivas eficazes estão relacionadas à campanha de educação sobre as medidas individuais de higiene, uso de máscara, distanciamento social, vacinação populacional e ostensiva fiscalização por parte dos Governos, nunca por decreto de lockdown, prejuízo irremediável à economia, especialmente para o segmento do comércio varejista.

Tal medida já se mostrou ineficaz, condenada até mesmo pela própria Organização

Mundial da Saúde, nas palavras do Dr. David Nabarro: “O lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”.

Essencial para todos, que não tem o salário garantido no fim do mês, é poder trabalhar, com a certeza de que o Estado estará aparelhado para atender as demandas da saúde, com adoção de medidas de proteção, compatíveis às atividades econômico-produtivas, indispensáveis para a manutenção da qualidade de vida do cidadão catarinense e do regular cumprimento dos deveres constitucionais do Estado.

Compete ao Poder Executivo garantir que a população tenha acesso ao tratamento precoce em casos de infecção e principalmente, que o ritmo da vacinação ganhe velocidade.

É imprescindível chegar a uma situação sustentável em que os Governos tenham controle adequado deste vírus sem cambalear de um lockdown para outro. É necessária uma abordagem diferente para conter o vírus da COVID-19, onde os Governos têm que assumir a responsabilidade por conscientizar a população e, equilibrar o que pode ser visto como uma compensação entre a saúde e a economia.

Realmente apelamos aos Governos para que avaliem os impactos econômicos causados pelo lockdown e, que definitivamente não usem mais dessas medidas extremas de restrição.

A Classe Empresarial do Comércio Varejista, através do Sindilojas Meio Oeste

Catarinense, reforça o compromisso de manter todos os protocolos de segurança, garantindo boas práticas e cuidados sanitários para prevenção da Covid-19 e, está à disposição da esfera Pública para discutir e apoiar ações alternativas para que seja superado esse período difícil.

Joaçaba-SC, 4 de março de 2021.

MANOEL DONATO MELO DE LIZ

Presidente”.