“50% do orçamento total do Sebrae/SC vai para o Fundo de Aval para atender as pequenas e médias empresas”

“Esta foi a declaração da gerente regional do Sebrae Meio-Oeste Sueli Bernardi, durante uma reunião via audioconferência na qual esteve acompanhada pelas analistas técnicas Adriana Fiorin do Santos e Gelsi Forte Daros. A reunião foi voltada principalmente para as entidades da região do Meio-Oeste como Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL’S), Associações comerciais e industriais e também imprensa.

Sueli abordou a segunda pesquisa que o Sebrae divulgou recentemente, que apresenta o impacto da pandemia do novo Coronavírus na economia do Estado. De acordo com a sondagem, que analisou o universo dos pequenos negócios e das médias e grandes empresas, cerca de 406 mil pessoas já perderam seus empregos desde o início da crise provocada pela pandemia do Coronavírus. Para a pesquisa, o Sebrae/SC ouviu 4.348 empresários, de todas as regiões de Santa Catarina, nos dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 1.5 ponto percentual para mais ou para menos.

A gerente regional frisou que a região do Grande Oeste que compreende; Extremo-Oeste, Oeste e Meio-Oeste, foram as menos impactadas por que tem como forte atividade ao agronegócio e não sofreu tanto com a Pandemia. Sueli relatou também que de acordo com a pesquisa, 34,45% dos empresários afirmaram terem feito em média duas demissões desde o dia 18 de março, quando passou a valer o primeiro decreto de isolamento social publicado pelo Governo do Estado. A última medição, divulgada pelo Sebrae/SC no começo do mês de abril, apontava que 19,48% dos entrevistados haviam demitido. Com isso, o número de pessoas que perderam o emprego em Santa Catarina chega a 406 mil. “Essa edição mostra um aumento significativo no número de empresários que precisaram demitir. Apesar das medidas dos Governos Federal e Estadual para estimular a manutenção dos empregos, o impacto ainda é muito significativo. São milhares de famílias catarinenses que estão sem fonte de renda”.

Em relação ao faturamento, 91% dos entrevistados apontaram uma redução média de 64,63%. O valor total de perda no universo dos micro e pequenos negócios é de cerca de R$ 9,4 bilhões. O setor do agronegócio foi o menos impactado, com 69,3% dos entrevistados alegando queda média de 42% no faturamento. No setor de serviços, a queda média de 62% foi registrada por 89% dos entrevistados, na indústria a média foi de 60%, apontada por 93% dos entrevistados. Por fim o comércio, setor mais impactado, teve queda média de 68%, apontada por 94% dos empresários.

Essa edição da pesquisa, já contempla o período em que o Governo flexibilizou a retomada de algumas atividades econômicas. Dessa forma, 34,57% dos entrevistados afirmaram que estão em atividade, mas com redução de produção. Já 26,5% estão em atividade com mudanças no funcionamento, 22,67% seguem fechadas aguardando liberação para funcionarem, 15,1% não tiveram mudanças na operação desde o início da crise, e 1,22% fecharam as portas e não voltam mais a funcionar”.

A analista técnica Adriana Fiorin dos Santos, falou das linhas de credito do Sebrae para este momento de pandemia. O Sebrae firmou convênio com o BRDE – por meio do Programa Recupera Sul- com linha de crédito para capital de giro. Esta linha se destina para Microempresa – ME e Empresas Pequeno Porte – EPP, ou seja, que faturam até R$ 4,8 milhões/ano. O valor a ser financiado varia de R$ 20 á R$ 200 mil, limitado a 20% do faturamento fiscal comprovado no último exercício. Também a outras linhas de credito viabilizadas por meio do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que o Sebrae disponibiliza nos bancos conveniados. O fundo concede aval financeiro complementar aos pequenos negócios. Quando um empreendimento não tem todas as garantias necessárias para conseguir um financiamento, é o Fampe que as complementa, pois o fundo pode garantir, de forma complementar, até 80% de uma operação de crédito contratada.

A analista técnica Gelsi Forte Daros, falou sobre o Sebratec, um Produto Nacional do Sebrae que tem como objetivo viabilizar aos pequenos negócios o acesso a serviços tecnológicos e de inovação, visando a melhoria de processos, produtos e serviços, bem como a introdução de inovações nas empresas e mercados produtos e serviços, tem como público alvo Mei, microempresa, pequena empresa com faturamento anual de até 4,8 milhões. Produtor rural e pescador com registro, artesã com carteira. Até 70% será subsidiado pelo Sebrae e a contrapartida financeira é de 30%.

Mais informações sobre linhas de credito podem ser obtidas pelos WhatsApps 3527-6206 – região de Joaçaba e 3563-1977- região de Caçador ou pelo endereço: sebrae.sc/linhasdecredito. E informações sobre a solução Sebraetec pelos telefones 3527-6200 – região de Joaçaba e 3563-1977 – região de Caçador ou pelo endereço: sebrae-sc.com.br/sebraetec.