Dia da Matemática: como os números ajudam a explicar o Covid-19

Professor lista as contribuições matemáticas para compreender momento histórico.

Foto Divulgação

No dia 6 de maio é comemorado o Dia Nacional da Matemática. A data é uma homenagem ao matemático, escritor e educador brasileiro Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan. Ele publicou 120 livros, sendo 51 dedicados à Matemática, incluindo o famoso “O homem que calculava”.

Para quem acha que essa ciência exata não se aplica no dia a dia e faz a famosa pergunta “onde utilizarei esse conteúdo na minha vida?” ou “para que isso serve?”, o professor Luis Duarte Vieira, do Colégio Marista Frei Rogério, comenta que esse momento histórico pelo qual passamos, da pandemia do COVID-19, permitiu verificar a importância de conhecer bem diversos conteúdos matemáticos. “Como exemplo, podemos citar a progressão geométrica, a função exponencial, a estatística ou a porcentagem”, enumera.

Isolamento social em números

Vieira explica que, para se compreender bem a transmissão do vírus e a importância do isolamento social, é preciso compreender progressão geométrica e função exponencial. “Imagine a seguinte situação: se uma pessoa contaminada, transmitir o vírus para apenas duas outras pessoas a cada dia. E cada uma dessas duas pessoas transmitir o vírus para outras duas, no dia seguinte, de maneira sucessiva, no décimo dia, haveria mais de mil pessoas infectadas”, constata o professor.

Ou seja, a Matemática comprova que a propagação desse vírus é muito rápida, e cresce de modo exponencial. Ele alerta que, mesmo que uma pessoa contaminada transmita para apenas outra, de um dia para o outro, o número de infectados dobra.

Matematicamente, a transmissão do vírus pode ser descrita como uma Progressão Geométrica, de razão dois, dois e meio ou três, dependendo da localidade. E o número de pessoas infectadas pode ser representada utilizando o gráfico de uma função exponencial, em que a taxa de crescimento é muito superior a um nível de crescimento comum.

Do ponto de vista matemático, isso justifica a importância de manter o isolamento social, na medida do possível. É o que impede que a transmissão ocorra de modo tão veloz, quebrando a lógica de um crescimento exponencial. “Mesmo que ainda haja um contínuo crescimento do número de casos, o isolamento social faz com que ele seja menos veloz”, explica Vieira.

Prevenção na ponta do lápis

A estatística, outro conteúdo matemático, auxilia nesse momento histórico para compreender o perfil das pessoas que estão com a doença, de acordo com o professor. “Sem a estatística, de nada adiantaria as Secretarias de Saúde recolherem o número de pessoas infectados. É a estatística que recolhe dados, os organiza e dá elementos para analisá-los”. Luis Duarte Vieira defende que, sem essas informações, não seria possível controlar o número de pessoas infectadas e tão pouco traçar o perfil desses. E sem isso, as medidas de combate ao vírus seriam ineficazes.

Além disso, é a porcentagem, outro conteúdo, que permite verificar o quanto tem crescido ou não o número de casos de um dia para o outro. É a porcentagem que nos ajuda a verificar em qual faixa etária há o maior número de casos ou de complicações, por exemplo.

Sobre a Rede Marista de Colégios: A Rede Marista de Colégios (RMC) está presente no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.