Pensando uma nova cidade para 2030

Foto Divulgação/Prefeitura de Joaçaba

 

Prefeito Dioclésio Ragnini fala com exclusividade ao Raízes Diário sobre o que está sendo feito para garantir qualidade de vida e investimentos que garantam emprego e renda com perspectiva para a Joaçaba de 2030

Claudia Mota e Rodrigo Leitão
jornalismo@raizesdiario.com.br

De acordo com os números recentes da retração da economia local, com dois anos consecutivos de déficit na geração de emprego, contra uma oferta crescente nos municípios vizinhos, certa estagnada de instalação de indústrias e grandes empresas na cidade, nos últimos doze meses, e diante de uma recessão na economia brasileira, o que deve o poder público fazer para garantir uma autonomia econômica exitosa para Joaçaba daqui há 10 anos? O que será da cidade em 2030? O que se pode esperar em termos de investimentos?

Em conversa com o RD Comunicação, em seu gabinete, o prefeito de Joaçaba, Dioclésio Ragnini, disse que vai entregar um município bem melhor no final de seu mandato. “Espero uma Joaçaba diferente”, apostou o Executivo local que, por ser empresário e não ter os vícios da vida partidária, está trabalhando com base na infraestrutura para desencadear um processo de renovação e transição de modelos econômicos. “O Pólo Inovale vai ser uma atração de empresas do terceiro setor, que hoje constroem e fazem sem poluir, além de abrigar negócios na área de serviço, que é a que mais contrata atualmente, em todo o mundo e, inclusive, no Brasil”, salienta Ragnini.

MIGRANTES
“Joaçaba é uma cidade de muito migrante. Essa é uma característica própria daqui. As pessoas vêm aqui para investir, o joaçabense, em si, não empreende em Joaçaba. Eu mesmo vim para cá para e criei um negócio, não sou joaçabense”, observa o prefeito. Para ele, o que importa para o futuro econômico do município é que haja empreendimentos e não de onde eles vêm.

“A maior parte das indústrias e do comércio não são de pessoas daqui. Elas vieram buscar a economia daqui, é uma característica da nossa região empreender em Joaçaba”, explica Ragnini.

ABERTURA
De acordo com o prefeito, uma forma prática de se preparar para a próxima década ou para daqui a 20 anos, é abrir a cidade. “É o que estamos fazendo”, explica Dioclésio. “Estamos desburocratizando, dando condições para que novas pessoas venham, para que surja uma nova mentalidade”, projeta ele.

Um dos grandes problemas de nossa microrregião, envolvendo as cidades irmãs de Herval d’Oeste e Luzerna, é a geografia, fator apontado tanto por Dioclésio Ragnini como também pelo prefeito em exercício de Herval d’Oeste, Mauro Martini e pelo de Luzerna, Moisés Diersmann. “Estamos tentando criar espaços físicos, que hoje, se você observar bem, verá que não existem mais em Joaçaba”, argumenta o prefeito.

RIO DO PEIXE
Dioclésio informa que a maior aposta está sendo no à margem do Rio do Peixe. Segundo ele, criando estes novos espaços, conseguirá atrair mais empresas que darão a sustentação econômica da cidade e manterão o que já existe aqui. “Eu tenho certeza que em cinco, ou no máximo dez anos, teremos uma outra Joaçaba, depois da nossa administração. Eu não tenho dúvida disso”, projeta o prefeito, que a um ano em meio do final de seu mandato ainda não deu pistas se tentará a reeleição.

Dioclésio aponta que todas as mudanças feitas dentro do Plano Diretor do Município, as que ainda serão feitas e pela desburocratização, facilitando a abertura de empresas e a atração de novos investimentos, serão determinantes para assegurar uma boa saúde financeira de Joaçaba para a próxima década. Segundo ele, o Diagnóstico Sócio Ambiental será determinante nesse sentido.

FLEXIBILIZAÇÃO
“Precisamos reestruturar e preparar essas áreas próximas ao rio” para investir em novos negócios. Estas construções, que estariam “ilegais” de acordo com a postura ambiental, devem ser regularizadas e novas áreas devem ser abertas às margens do Rio do Peixe. “Vamos regularizar e permitir que possam ser construídas, o que hoje o Código Florestal não permite. Mas com a flexibilização que estamos fazendo, o afastamento das construções passará para 20 metros. Isso vai facilitar também que se ergam empreendimentos às margens do Rio do Tigre”, revela o prefeito.

Toda essa mudança no Diagnóstico Ambiental está sendo feita em parceria com o Ministério Público, conforme informou Dioclésio Ragnini. Os demais córregos e rios pequenos do município, terão permissão de recuo reduzido para 15 metros. “Isso vai fazer com que Joaçaba também seja uma nova cidade e com isso tenhamos mais oportunidades de geração de emprego e renda dentro do nosso município”, antecipa o prefeito

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