FIESTA SAI DE LINHA


Ford fecha fábrica de São Bernardo e deixa o mercado de caminhões na América do Sul. Param de ser fabricados
também os cargos F-4000 e F-350. Os três veículos serão comercializados até o final dos estoques.

A Ford anunciou o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O anúncio inclui ainda a saída da marca do mercado de caminhões na América do Sul e a descontinuação do Fiesta no Brasil. De acordo com a marca, a decisão se dá como “um importante marco no retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul”. A produção na unidade acontecerá durante este ano. Com isso, deixarão de ser comercializadas as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta.

“A Ford está comprometida com a América do Sul por meio da construção de um negócio rentável e sustentável, fortalecendo a oferta de produtos, criando experiências positivas para nossos consumidores e atuando com um modelo de negócios mais ágil, compacto e eficiente”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

Segundo comunicado divulgado pela fabricante, a medida foi tomada após vários meses de busca por alternativas e parcerias. O volume excessivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e os crescentes custos com itens regulatórios teriam se tornado inviáveis para a operação.

Entre as iniciativas, estão ainda a redução em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região; o fortalecimento da linha de produtos com ênfase em SUVs e picapes; e a expansão de parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen.

Segundo a diretoria, a empresa ainda não mensurou a quantidade de funcionários afetados pelo encerramento das atividades da fábrica, mas que haverá um “número significativo”. Na unidade trabalham cerca de 3 mil pessoas de diversos outros setores, muitos que não serão atingidos.

O Sindicato dos Metalúrgicos apontou ao G1 como uma decisão esperada. De acordo com o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, já havia um processo de negociações que indicava para o fechamento da fábrica.

“Quando um negócio vive em busca de benefícios, se sacrificando ou buscando alternativas pra sobreviver, não há como tornar o saldo positivo”, apontou Aparecido.

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