Falta remédio contra pressão alta nos postos de saúde de Joaçaba

Mais de duas mil pessoas usam remédio para controlar a pressão no município. Secretaria de Saúde informa que até o final deste mês a demanda estará regularizada

Claudia Mota e Rodrigo Leitão
jornalismo@raizesdiario.com.br

Quem precisa de medicamento para combater a hipertensão, em Joaçaba, deve se cadastrar no Programa Farmácia Popular, do Governo Federal, para obter seu remédio gratuitamente. Os postos de saúde da cidade não têm estoque de Losartana Potássica o mais utilizado no combate à doença, uma das maiores causas de infarto e AVC.

O diretor de Saúde de Joaçaba, Valmor Reisdorfer, confirma a falta do medicamento e orienta que os pacientes atendidos na rede pública e que estão sem o remédio devem buscar a alternativa do Farmácia Popular, levando a receita médica e documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência) para obterem suas cotas mensais. “Realmente estamos em falta desta medicação. Mas já foi adquirido e o prazo para a entrega é até o final do mês”, disse o diretor ao RD Comunicação.

Muitas pessoas tomam Losartana Potássica em Joaçaba, uma cidade com morros, frio e calor intenso, associação que facilita a elevação da pressão arterial. Além disso, como agravante, é um local com grande população idosa e com alimentação pesada, à base de carnes gordas.

“É orientado aos pacientes que usam está medicação procurar qualquer farmácia que tenha o programa do governo federal. Pois esta medicação também é fornecida gratuitamente através de um cadastro na referida farmácia”, lembra Valmor Reisdorfer.

ANORMAL
A hipertensão arterial é o aumento anormal – e por longo período – da pressão que o sangue faz ao circular pelas artérias do corpo. Não à toa, a doença também é chamada de pressão alta.

A pressão é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O indivíduo é considerado hipertenso quando sua pressão fica maior ou igual a 14 por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares, renais e por aí vai é significativamente maior.

Para fazer a medição, é utilizado um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito. O primeiro número é registrado no momento em que o coração libera o sangue. Essa é a pressão sistólica, ou máxima – o recomendável é que não passe de 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica, ou mínima. O ideal é que fique em torno de 8 mmHg. É o famoso 12 por 8.

INFARTO
Quando a pressão fica descontrolada, o coração é o órgão mais afetado. Como a circulação está prejudicada pelo aperto nas artérias coronárias, ele não recebe sangue e oxigenação suficientes – um quadro que leva ao sofrimento do músculo cardíaco, podendo ocasionar o infarto.

AVC
O acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, é outra consequência frequente da hipertensão. Com as constantes agressões da pressão, as artérias da cabeça não conseguem se dilatar e ficam suscetíveis a entupimentos. Os picos hipertensivos acabam servindo de estopim para um vaso ficar completamente obstruído ou então se romper.

 

DICAS PARA EVITAR HIPERTENSÃO

Verifique a pressão arterial mensalmente : mesmo quem não sofre com a doença precisa ficar atento e medir a pressão ao menos uma vez por ano. Cerca de 25% da população adulta é composta por hipertensos. Mas a maioria deles nem desconfia disso e ignora os cuidados.

Evite o excesso de peso: A grande quantidade de gordura corporal também afeta o aumento da pressão arterial. Acabar com o excesso de peso é uma ótima sugestão para quem não deseja encarar riscos.

 Mantenha uma alimentação saudável: há uma gama de alimentos que podem desencadear ou agravar a doença. O excesso de sal e de gorduras saturadas, assim como a ingestão de gorduras trans são amigos da hipertensão. Evitá-los é fundamental para manter a doença longe e ou para controlá-la.

Reduza o consumo de bebidas alcoólicas: consumir bebidas alcoólicas de forma moderada não é prejudicial para a pressão arterial, mas exagerar na dose pode causar estragos. O consumo excessivo de álcool compromete todo o organismo, inclusive a pressão arterial.

Acalme os nervos: de forma isolada, o estresse não é capaz de causar a hipertensão, mas quando combinado com outros fatores de risco pode agravar o quadro.

Abaixo a fumaça: o cigarro deve ser mantido apagado – e bem longe – se o desejo é permanecer distante dos riscos da hipertensão. O fumo é um dos principais fatores de risco para doença arterial coronariana. As substâncias tóxicas do cigarro provocam o enrijecimento das artérias, fato que compromete a passagem de fluxo sanguíneo e faz a pressão subir.

Não tome medicamentos sem prescrição médica: nada de se automedicar e correr riscos. Os remédios de hipertensão devem ser prescritos após uma série de exames.

Hora de mexer o corpo: pessoas sedentárias têm cinco vezes mais chance de desenvolver hipertensão arterial do que indivíduos fisicamente ativos. A prática regular de exercícios ajuda no controle dos níveis da pressão arterial, porque melhora o condicionamento físico do coração, fazendo com que ele não fique sobrecarregado.

Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão

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