RealizAção: Você tem acreditado em que? por Isabela Mitterer

O nosso mundo, a nossa realidade, é formada por coisas que nós acreditamos. Temos crenças – algumas boas e outras nem tanto – a respeito de tudo: a vida, nós mesmos, outras pessoas, trabalho, dinheiro, o mundo, a família, o futuro…

Essas crenças são as nossas verdades e tendemos a enxergar evidências delas e nos comportar de maneira a fazer valer as nossas verdades, consciente ou inconscientemente. Por exemplo, se eu acredito que “para tudo na vida tem jeito”, eu tendo a procurar jeito para todas as dificuldades que eu encontro. Encontrando um jeito, reforço a crença de que para tudo tem jeito, e continuo procurando jeito, e continuo acreditando, e assim, faço um círculo contínuo.

Convenhamos que encontrar jeito para tudo na vida não é nada mal… essa é uma crença que nos confere esperança, que nos motiva. Mas tem algumas crenças que nos limitam, nos puxam para trás e fazem círculos contínuos negativos. Por exemplo, se acredito que “nada está tão ruim que não possa piorar”, eu tendo a perceber que quando o dia começa mal, outras coisas ruins acontecerão no meu dia, desde derrubar o café até ficar de mau humor e acabar brigando com alguém importante.

As crenças centrais negativas que temos vêm da nossa história, das nossas experiências e podem ser de três tipos: crenças de desamor, de desvalor e de desamparo. Essas crenças acabam disparando pensamentos automáticos, como por exemplo, “não consigo mudar”, “não sou bom o suficiente”, “nasci para ficar sozinho(a)”, “tem que estar perfeito”, “nada do que eu faço dá certo”, entre tantos outros.

Esses pensamentos automáticos, por sua vez, fazem surgir estratégias para compensarmos essa “falta”, que podem ser adaptativas ou desadaptativas. Por exemplo, se eu acredito que “não sou bom o suficiente” (crença de desamparo), eu posso me esforçar muito para ser suficiente, reescrevendo um trabalho até enxergar ele como perfeito. Posso tentar agradar as pessoas sempre. Ou posso me resignar em ficar em casa, sem interação com outras pessoas. Se acredito nisso, posso me tornar uma pessoa ciumenta nos relacionamentos e meu nível de insatisfação com a vida tende a aumentar.

Essas distorções cognitivas que temos tendem a afetar a nossa percepção a nosso respeito, a respeito dos outros e a respeito do futuro. Então, como fazer para se libertar dessas ideias tão negativas?

Em primeiro lugar, tomar consciência delas e de quais são os gatilhos que as ativam. E então, a partir dessa consciência, ressignificar o evento que gerou essa crença e traçar estratégias mais adaptativas, ou seja, que tragam mais benefícios e aumentem o nível de satisfação. Isso inclui reforçar em nós as crenças positivas que temos a nosso respeito, a respeito dos outros e do mundo e a respeito do futuro.

Você já reparou no que anda se repetindo na sua cabeça e nas suas falas ultimamente – tanto de bom quanto de ruim?

Isabela Mitterer Berkembrock
Psicóloga CRP 12/10872
Life Coach
Mestra em Educação
Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho
Idealizadora do Programa RealizAção
E-mail: isamitterer@hotmail.com
Telefone: (49) 98437-9064

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *