Setor de serviços cresce em Santa Catarina

Agência Brasil

Estado registra o segundo melhor desempenho, ficando atrás apenas de São Paulo. Retomada da economia no segmento teve maior alta registrada pelo setor de Turismo.

Rodrigo Leitão
De Brasília

A pandemia de covid-19 não esfriou totalmente o setor de serviços em Santa catarina. De acordo com os números apurados pelo IBGE para os cinco primeiros meses deste ano, o setor obteve um crescimento de 15,6% no estado.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela, ainda, que o resultado é mais do que o dobro do crescimento do volume nacional, que ficou em 7,3%. Esse desempenho classifica a economia de SC como tendo o segundo maior crescimento em termos percentuais do país, perdendo apenas para São Paulo.

De acordo com o IBGE, quando se leva em consideração o indicador do volume de serviços e o peso de cada Estado no resultado nacional, a alta catarinense é a quarta mais significativa do país. Segundo o governador Carlos Moisés, esses dados  reforçam a força da retomada econômica em Santa Catarina. O volume de serviços no Estado já está em patamar 7,8% superior ao de antes da pandemia, enquanto no país agora se chegou a 0,2%. “A tendência é de crescimento ainda maior à medida em que avançamos na vacinação dos catarinenses”, aposta o governador.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon, destaca que, no acumulado dos últimos 12 meses, o setor de serviços catarinense teve um avanço de 5,8%. “O setor de serviços, um dos mais afetados pela pandemia, mostra sua reação e Santa Catarina se destaca entre os melhores resultados do país. Os dados evidenciam que estamos preparados economicamente para a retomada, com ações perenes e um cenário de oportunidades rumo ao fim da pandemia”, avalia.

Em maio, o crescimento chegou a 2,2%, também acima do índice nacional, que foi de 1,2%. No acumulado do ano, as atividades com maiores altas foram serviços profissionais, complementares e administrativos (30,6%) e transportes, serviços auxiliares ao transporte e correios (20,9%).

TURISMO
Regionalmente, quase todas (23 de 27) as unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em maio de 2021 na comparação com abril. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (2,5%), que é também a localidade que tem maior peso no índice geral (45 pontos percentuais). Outros destaques positivos foram Bahia (8,6%), Minas Gerais (2,1%) e Distrito Federal (3,7%). Por outro lado, Tocantins (-2,9%), Mato Grosso (-0,4%), Piauí (-1,9%) e Rondônia (-0,8%) registraram as únicas retrações em termos regionais.

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 18,2% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva consecutiva, período em que acumulou um ganho de 23,3%.

“Esse avanço recente recupera boa parte da queda de 26,5% observada em março, que foi um mês com maior número de limitações ao funcionamento de determinados estabelecimentos. Contudo, o segmento de turismo ainda necessita crescer 53,1% para retornar ao patamar de fevereiro do ano passado”, finaliza o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.