Vargem adere a compra coletiva nacional de vacinas

Milena Lopes declinou da intenção de compra pela Fecam e vai participar a aquisição promovida pela Frente Nacional dos Prefeitos.

Diante da recomendação do Tribunal de Contas (TCE) de Santa Catarina que identificou inconsistências da empresa indicada pela Fecam, para aquisição da vacina Sputnik V fabricada na Rússia, a prefeita de Vargem, declinou da intenção de compra de doses para o município.

Porém, a iniciativa de colaborar com a imunização dos moradores foi mantida pela prefeita que, com o aval da Câmara de Vereadores aderiu à Frente Nacional dos Prefeitos (FPN) para aquisição de vacinas.

Milena informa que 12% da população já foi imunizada, entre profissionais da saúde e idosos acima de 68 anos. O município apresentou aumento de casos na metade de março, atualmente apresenta 26 casos ativos. Em reunião virtual com o comércio nessa quarta-feira (31), Milena destaca que não cogita adotar medidas restritivas de combate à Covid-19.

A prefeitura de Vargem lançou nesta semana edital de seleção para contração temporária emergencial de profissionais de saúde. Há necessidade de apoio no atendimento à pandemia de Técnico em Enfermagem, Enfermeiro, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Agente de Combate a Endemias.

Feriadão com responsabilidade 

A prefeita de Vargem destaca a importância da população seguir com as medidas preventivas e, na iminência de feriadão de Páscoa será intensificada a fiscalização pela Vigilância Sanitária e órgãos de segurança, para evitar aglomerações em festas particulares. Ela informa que a pessoa vai responder Inquérito Civil caso pega em flagrante.

Com relação à deputada federal Carmem Zanotto, que confirmou convite para estar a frente da Secretaria de Saúde de Santa Catarina, Milena vai reforçar apoio dela nos recursos da U.T.I. no hospital de Campos Novos.

Sobre a recomendação do TCE

O Tribunal de Contas entendeu prudente autuar processo específico sobre o assunto e exarar medida cautelar com a finalidade de garantir maior segurança contratual no que tange ao pagamento dos imunizantes, que somariam aproximadamente R$ 200 milhões.

Entretanto, com relação à forma de contratação pretendida, foram identificadas fragilidades que podem até caracterizar irregularidades administrativas em eventual processo de fiscalização.

Em síntese, há a necessidade premente de demonstração de que a Empresa búlgara TMT Globalpharm Ltd. possui autorização para comercialização da Vacina Sputnik V junto ao RDIF/Gamaleya que é o Fundo Russo de Investimentos Diretos, representante “oficial” das negociações comerciais da vacina. Assim como, de demonstração de que a referida empresa já foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – para a importação da vacina, com a participação das empresas brasileiras Hospital de Referência em Oftalmologia Rodrigues Landim – HRL – e BRA Medical Solution Comércio de Equipamentos para Saúde Ltda.

(Fonte Lucas Drum/Rádio Cultura FM, de Campos Novos)