Pai que torturou e quis matar a filha mais clara que os irmãos, pega 42 anos de cadeia

A mãe da bebê também foi sentenciada a 8 anos de prisão. A criança foi torturada aos 13 dias de vida, aos 21 e quando estava com dois meses.

Homem de Capivari de Baixo, no sul do Estado,  foi condenado a 42 anos de prisão em regime fechado, por ter torturado e tentado matar a filha, um bebê de dois meses, que nasceu com tom de pele diferente dos irmãos. A mãe da criança também foi condenada no regime fechado, mas com oito anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público, em maio de 2018 a filha do casal nasceu com o tom de pele mais claro que os outros filhos. Desconfiado de que não era o pai biológico da bebê, o homem praticou inúmeras agressões contra a criança.

Segundo o MP, o homem torturava a criança apertando o corpo dela brutalmente com suas mãos e sempre gritava que ela não era sua filha. Com 13 dias de vida, a bebê teve a primeira entrada no hospital, na ocasião com fratura em quatro costelas.

Na segunda internação, com 21 dias de vida, a criança apresentou quadro de pneumonia. Na terceira, com um mês e nove dias de idade, ela teve crise convulsiva generalizada que resultou em uma parada cardiorrespiratória. Dez dias depois, ela voltou a ser hospitalizada.

Em julho de 2018, quando a bebê tinha pouco mais de dois meses, o pai desferiu-lhe socos na cabeça, pressionou seu corpo e torceu seus bracinhos. Ela teve traumatismo craniano grave e fraturas no antebraço direito e na perna direita.