Eleições Joaçaba: RD entrevista Francisco Lopes do PSL

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RD – O que o seu plano de governo contempla para o futuro de Joaçaba?
Francisco Moreira Lopes (Chico Lopes) – Numa visão geral, o Plano de Governo estabelece linhas básicas para que Joaçaba consiga evoluir plenamente. Um município bem desenvolvido tem níveis de atendimento e satisfação equilibrados. O grande desafio é adequar a arrecadação aos níveis de endividamento, custeio e capacidade de investimento. Neste prisma, a dificuldade em equilibrar estes três aspectos, é o grande desafio. Nosso objetivo é agir no presente e pensar o futuro, deixando para as próximas gerações uma cidade melhor, sustentável e segura.

RD – Quais são as três prioridades de seu governo, caso seja eleito?
Chico Lopes – Recuperação da capacidade de investimentos do município, seja por recursos próprios, oriundos da gestão eficiente e austera, ou pelo alcance de recursos de outras esferas, em razão de projetos bem estruturados e fundamentados.  Organização e recuperação da estrutura conhecida como “máquina pública”, com reestruturação e adequação de espaços e maquinários abandonados e desvalorizados. Valorização e busca de investimentos, quer no âmbito local, pelo incentivo ao agricultor, pecuarista, industrial, comercial ou prestador de serviços, ou no âmbito externo, pela atração de novos investimentos.

RD – O que o Sr. pretende fazer para retomar o protagonismo de Joaçaba na região?
Chico Lopes – Um título é menos importante que uma realidade. Precisamos voltar a ser a referência regional, não por estar acima de alguém, mas por entregar ao cidadão de Joaçaba uma condição de vida diferenciada.

RD – Como o Sr. pensa em atrair investimentos e gerar renda para o município?
Chico Lopes – Pela revitalização do Distrito Industrial, pela implantação de políticas de incentivo à instalação de novos negócios, fomentando o empreendedorismo e também regulamentar a política municipal de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico.

RD – Joaçaba tem um grande potencial turístico esquecido nos últimos anos, qual é sua proposta para atrair turistas ao município?
Chico Lopes – Turismo é uma atividade que gira em torno de uma atração ou uma identidade. O turismo não se origina numa administração, mas em iniciativas próprias da atividade comercial. Sem atrativo e sustentação de público, nada se faz. Cabe ao Poder Público facilitar e incentivar as ações na área, tendo sempre claro que não é o erário que deve suportar o investimento no setor, mas apoiá-lo.

RD – Qual é o seu projeto para o Carnaval?
Chico Lopes – Valorizar a festa como expressão cultural tradicional de Joaçaba, sem desconsiderar o aspecto econômico da festa. A municipalidade não pode ser onerada pelo evento, que deverá ser mantido com seus próprios recursos.

RD – Muitos candidatos não dedicaram espaço para a Cultura em seus planos de governo, o que o Sr. pretende fazer nesta área?
Chico Lopes – Joaçaba tem tradição cultural consolidada. A Cultura não se origina no Poder Público, pois é uma manifestação própria da população. Cabe à administração avaliar a relevância de cada projeto e apoiar, de forma racional e em razão de relevância, cada proposta.

RD – E quanto ao setor de eventos?
Chico Lopes – Um grande Centro de Eventos, com arena multiuso, será implantado, para receber eventos que já existem e novas atrações multissetoriais.

RD – Tem uma proposta sólida para os esportes?
Chico Lopes – Joaçaba já foi um expoente no esporte estadual. O Plano prevê a retomada deste patamar através da implantação do esporte de base, incentivando a prática, ainda na infância, e o acompanhamento sistemático do desenvolvimento de potenciais. Na idade mais avançada, o esporte vai acompanhar programas sociais, com a contratação de profissionais competentes para cada faixa etária. Além disso, também há a intenção de retomar os jogos Interbairros e de criar mais espaços descentralizados para esportes coletivos.

RD – Quais são as ações previstas para a infraestrutura e mobilidade urbana?
Chico Lopes – Priorizar o pedestre é básico. Calçadas bem conservadas e sinalização adequada são fundamentos desse setor. A pavimentação de ruas é uma demanda contínua, pelo crescimento natural do núcleo urbano. Para isto, a usina de asfalto será recuperada e entrará em operação ainda no início da administração.

RD – Além de pavimentações de ruas, que outras obras estão previstas no seu plano de governo?
Chico Lopes – Há mais de 20 anos existe um debate sobre a necessidade de um contorno viário no município. Nosso trânsito de passagem está sobrecarregado pelo tráfego direcionado para o centro, em vez de ser desviado para a periferia da área urbana. Esta será uma de nossas prioridades. Na região central, a circulação de caminhões de alta tonelagem deverá ser limitada e novas áreas específicas e bolsões de estacionamento precisam ser implantados para aliviar a demanda permanente por espaços. Precisamos que possam priorizar a circulação de veículos, tanto quanto o espaço destinado aos pedestres.
A análise das contas públicas deixa claro que o potencial de investimento próprio do município é limitado. Projetos bem embasados e apoiados por lideranças regionais podem angariar recursos para que a infraestrutura municipal possa evoluir. A Secretaria de Planejamento precisa deixar de ser uma célula do organograma e passar a agir, com consistência na planificação de obras estruturais para Joaçaba.

RD – Na área da saúde, o que prevê para ampliar atendimentos, melhorar a estrutura de saúde e o atendimento de especialistas?
Chico Lopes – O sistema municipal da saúde precisa ser reavaliado em um todo, iniciando pela valorização dos servidores e profissionais da saúde. A condição a que o mundo foi exposto nos últimos meses ressaltou a importância dos profissionais e técnicos deste segmento. Sua capacitação e valorização são metas claras e prioritárias.
O atendimento precisa ser ampliado e humanizado. Este é um setor onde os investimentos são previstos por lei e isto precisa ser observado. Farmácia com os medicamentos em estoque, análises clínicas à disposição, logística resolvida e ações pontuais priorizadas, como a UTI neo-natal.

RD – Com relação à educação, o que prevê para dar mais qualidade para o setor?
Chico Lopes – Escola não se fecha. Escola se reforma, equipa, adapta e amplia. Nosso plano prevê segurança, acessibilidade, capacitação docente e facilidade de transporte escolar. Gratuidade de locomoção, uniforme, material didático e de informática. A escola em tempo integral, a qual reflete uma necessidade para pais, mães e responsáveis legais, é um projeto prioritário em nosso plano.

RD – Na segurança pública, o que pode ser feito no âmbito municipal para garantir mais segurança à população e ao comércio em geral?
Chico Lopes – Policiamento ostensivo e monitoramento são ações de aplicação imediata, em parceria com a Polícia Militar. A eventual criação de uma guarda municipal, por limitações financeiras e pela condição territorial da área urbana, poderá ser objeto de um plano futuro.

RD – O que pretende fazer em relação à agricultura, agronegócio?
Chico Lopes – A nossa região se caracteriza por um modelo de minifúndio altamente produtivo. Precisamos oferecer assistência técnica e um canal para que o produtor possa acionar a Secretaria de Agricultura sempre que necessitar apoio. Respeitando os limites legalmente estabelecidos, vamos ampliar a parceria do município, para que isto não acabe na porteira. Há casos onde a estrada é razoável até a entrada da propriedade, mas intransitável entre o portão e o galpão. As propriedades rurais dependem de serviços pontuais e específicos, mas sem um direcionamento adequado da política de apoio ao produtor, tudo fica limitado ao discurso.
Vamos imaginar uma propriedade que tem uma área limitada, onde não se justifica a aquisição de um trator: o desenvolvimento de uma política de cooperação deve viabilizar o trabalho de máquinas de propriedade pública, com custos variáveis cobertos pelo beneficiário da iniciativa privada.

RD – Quais as ações na área da assistência social e habitação?
Chico Lopes – Inicialmente, é necessário estabelecer que assistência social e habitação são coisas diferentes. O cidadão pode não ter casa própria e morar bem. O problema acontece quando a renda não é suficiente sequer para suprir necessidades básicas como a alimentação. Neste sentido, a ação deve ser mais de prevenção, pela manutenção de um sistema de educação eficiente, e de repasses sociais pontuais a quem precisa. O atendimento às necessidades pontuais será monitorado permanentemente.
A política de habitação, por outro lado, será retomada e beneficiada pela aquisição de terrenos e pela implantação de um programa de moradias populares.

RD – A pandemia afetou todos os setores. Quais serão suas ações para minimizar os impactos?
Chico Lopes – A Pandemia não é um fenômeno local. Seus impactos dependem muito mais do panorama externo do que da realidade local. O protocolo das instituições orientadoras, nos cenários internacional, nacional e estadual, deve ser obedecido e monitorado constantemente. A recuperação do mercado não se faz por ação pontual, mas por suporte profilático e estruturação do sistema de apoio à saúde.

RD – Por que o Sr. quer ser prefeito? Por que o candidato acredita que será um bom governante e é a melhor opção para Joaçaba?
Chico Lopes – Quero ser prefeito para fazer de Joaçaba uma cidade melhor, onde as pessoas estarão sempre em primeiro lugar. Serei um bom prefeito por conhecer profundamente os anseios e necessidades das comunidades, a organização técnica e administrativa do município e ter um histórico político consistente, que me credenciam. Foram quatro mandatos de vereador e muito envolvimento com as necessidades e aspirações da população de Joaçaba.

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