Alcachofra age contra o diabetes

Foto Reprodução Gourmet Brasília

Parece estranho falar de uma flor símbolo da culinária italiana no combate a uma doença que, em muitas de suas variáveis, tem a ver com alimentação. A alcachofra, cuja temporada vai até meados de dezembro, com uma sazonalidade no Brasil a partir de agosto, é uma forte aliada no combate ou na prevenção ao diabetes. E o melhor, nesta época do ano, ela é mais barata. Mas é possível encontrar alcachofra o ano inteiro.

Planta natural da Itália, a alcachofra era usada para ornamentar jardins. Foi no apogeu do Império Romano que ela deixou de ser uma planta decorativa para frequentar as saladas nas mesas dos nobres. A alcachofra é prima-irmã da margarida e do girassol e é rica em vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo. Por isso é comumente usada no combate ao diabetes. Misturada ao suco de limão e ingerido de três a quatro vezes ao dia, ela é capaz de reduzir os teores de açúcar do sangue.

Esse vegetal carrega vitaminas A, C e do complexo B, além de sais minerais como ferro, cálcio e fósforo, que auxiliam na regeneração de tecidos e no fortalecimento de ossos e dentes. Como os vinhos, a alcachofra também possui flavonóides, as substâncias que concentram taninos, sendo referência como antioxidante, além de ser rica em ciarina, enzima que melhora as funções do fígado. A flor também possui fibras, que ajudam a regular o intestino.

O preparo da alcachofra é simples. Primeiro se cozinha a flor em panela de pressão, com água e uma pitada de sal. Em dez minutos as folhas estão prontas para consumo. A pétala passada em azeite e sal é excelente aperitivo. Mas descarte os espinhos internos para chegar ao fundo da alcachofra, que é a parte mais suculenta. Tempere esta parte com o molho e sirva.

No Brasil, ela é produzida principalmente nos estados de São Paulo (Piedade, São Roque e Ibiúna), Paraná e Rio Grande do Sul. A alcachofra se adapta muito bem a ambientes quentes e em solos argilo-silicosos, profundos e drenados, cujo pH esteja em torno de 6,5 (neutro). O plantio é feito, geralmente, no outono, e a colheita, na primavera. Aqui, planta-se em abril e colhe-se a partir de agosto. Na Europa, de onde ela veio, é o contrário.

Consumida de variadas maneiras, a alcachofra é muito nutritiva e funcional para o organismo. É considerada uma planta com propriedades medicinais. Ela atua como tônico digestivo, é diurética, estomáquica, epatoprotetora, laxativa (não irrita a mucosa dos intestinos), hipoglicemiante, depurativa e é eficaz na redução do colesterol ruim. A alcachofra também combate as gorduras e, por isso, é muito usada nas dietas de emagrecimento. (Fonte Plantas Medicinais – USP)

 

FAÇA EM CASA

Salada de alcachofra e cogumelos

INGREDIENTES
– 350g de cogumelo paris fresco
– 5 corações de alcachofra em conserva
– 300g de uvas pretas ou rubi
– 2 ramos de estragão
– 1 limão; 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
– sal e pimenta-do-reino preta.

MODO DE PREPARO

Lave as uvas. Corte os corações de alcachofra em cubos. Corte as uvas ao meio e elimine as sementes. Coloque as frutas em uma vasilha, acrescente o suco de limão e mexa. Limpe os cogumelos com um pano para eliminar resíduos de terra. Apare as pontas dos talos e passe rapidamente os cogumelos em água corrente.

Seque-os com papel-toalha e corte-os em gomos grandes. Junte às frutas e misture. Tempere a salada com azeite, sal e uma generosa pitada de pimenta-do-reino. Mexa e adicione as folhas de estragão, lavadas e picadas. Misture novamente e sirva em seguida.

HARMONIZAÇÃO

Vinho branco da uva gewurztraminer, de preferência da Alsácia, na fronteira da França com a Alemanha. Um bom exemplo é o Léon Beyer, importado pela Vinci. Custa US$ 80. Mas um brasileiro de excelente custo-benefício é o Casa Valduga Gewurztraminer Premium 2009, produzido no vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. É um vinho honesto e vale o preço médio de R$ 30.

Fonte Site Gourmet Brasília

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