Torcida apoia jogadores do Figueirense

Após W.O. em Mato Grosso, equipe de Florianópolis desembarca no aeroporto sob aplausos dos torcedores. Capitão da equipe, Zé Antônio, explicou a decisão de não entrar em campo contra o Cuiabá, depois que a diretoria se negou a dar garantias financeiras ao elenco. Jogadores temem demissões

O elenco do Figueirense retornou para Florianópolis após o W.O. sofrido contra o Cuiabá. Os jogadores não entraram em campo em protesto pelos atrasos salariais no clube. No desembarque, na manhã desta quarta-feira, a delegação foi recebida por cerca de 30 torcedores, que cantaram músicas de apoio.

Capitão do time, o volante Zé Antônio atendeu à imprensa ao lado de outros companheiros do clube. Ele falou sobre a decisão do elenco de não entrar em campo.

“Ontem foi um dia difícil. Não foi fácil tomar a decisão que a gente tomou, tenham certeza disso. Foi com dor no coração que tomamos. A situação é muito difícil. As pessoas julgam, apontam o dedo, fazem retaliações, incitam violência, como alguns estão fazendo em redes sociais, mas a gente está aqui porque não tem nada para esconder de ninguém. Aqui tem homens, pais de família. Tudo que quiserem saber da minha parte é um livro aberto”, disse o atleta.

QUEDA DE BRAÇO
Após o desembarque, os jogadores foram de ônibus até o estádio Orlando Scarpelli. O grupo espera uma definição sobre a atual situação antes de tomar uma nova atitude na queda de braço entre diretoria e elenco.

No desembarque, Zé Antônio foi questionado sobre uma possível demissão em massa de jogadores do Figueirense. A informação que circula, extraoficialmente, é que a diretoria prepara a rescisão de contrato com oito atletas e contará com o empréstimo de jogadores de outros clubes para a sequência da Série B. “Chegou pela imprensa, nada concreto. A gente não espera muita coisa diferente disso”, disse o capitão e porta-voz da equipe.

CRISE
O direito de imagem do elenco não é pago desde maio, enquanto o mês de julho, referente ao vencimento em carteira, também está pendente. Há, ainda, o não recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Denis conseguiu a rescisão indireta com o Figueirense no início do mês por este motivo. Dias depois, o clube derrubou a liminar concedida ao goleiro.

Uma notificação extrajudicial, assinada por 31 jogadores, foi enviada ao presidente da Elephant (gestora do futebol do clube), Cláudio Honigman, no domingo. Nela, o elenco manifestou a intenção de não treinar ou jogar até que os acertos sejam realizados. O clube, por outro lado, trata a paralisação como “falta ao trabalho”.

REDES SOCIAIS
Pelas redes sociais, os atletas se manifestaram. Na sexta, foi postada a imagem do escudo do Figueirense num fundo preto e a frase: “Paramos hoje, pela sobrevivência do amanhã”. No dia seguinte, a mensagem relatou pressão e ameaça da diretoria para a retomada dos treinamentos. Além disso, todos colocaram a frase “somos todos líderes”.

Em julho, o elenco ficou sem treinar por alguns dias pelo mesmo motivo. Na ocasião, o presidente prometeu quitar as pendências financeiras. A promessa evitou a possibilidade de W.O. diante do Vitória. Em seguida, a Elephant assinou um termo de compromisso com o Conselho Deliberativo do clube, garantindo que os atrasos iriam acabar. O aditivo no contrato não teve os termos divulgados.

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