Economia Circular reduz geração de resíduos

Aparas mista de plástico – Foto Divulgação

Costumeiramente descartados no meio ambiente –  seja pela ausência de um hábito ambientalmente sustentável do ser humano ou pelo ainda escasso mercado para o reaproveitamento de resíduos – os plásticos que chegam junto às aparas de papel à unidade de fabricação de papel e embalagem da Celulose Irani S.A, em Vargem Bonita (SC), dão origem a um novo produto:  as Aparas Mistas de Plástico, que são transformadas em paletes, cercas, cruzetas para postes e telhas, em parceria com outras empresas. O plástico, porém, não é único resíduo reaproveitado pela empresa, que mantém um rigoroso sistema de gestão de resíduos sólidos industriais e adotou o conceito da Economia Circular, que visa ao reaproveitamento e/ou reciclagem dos resíduos oriundos do processo produtivo em seu próprio processo ou de terceiros, transformando um resíduo em matéria-prima.

Em recente visita à unidade, o vereador Diego Bairros, que tem pautado sua atuação na defesa da ampliação do serviço de coleta seletiva no município de Joaçaba, buscando informações e projetos relacionados ao tema, conheceu ainda as demais iniciativas adotadas pela empresa através do conceito da Economia Circular e em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Banco de plástico – Foto Divulgação

Assim como as aparas mistas de plástico que são geradas dentro da própria unidade da empresa, o carbonato de cálcio oriundo do processo produtivo se transforma em um corretivo de acidez aprovado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para uso no solo. As cinzas da caldeira são transformadas em briquetes de carvão ecológico e também em substrato agrícola. O lodo do tratamento de efluentes e os resíduos da casca da madeira também dão origem ao substrato agrícola. Os pneus usados são enviados para processo de pirólise, transformando-se em óleo. A lixivia de sabão, oriunda do processo de celulose, é destinada para extração de Tall Oil, usado para queima em substituição de xisto, óleo BPF, etc. Além disso, uma pequena fração do licor negro, oriundo também do processo de celulose, é utilizada como cola para o carvão oriundo do processo de pirólise, para formação de briquete.

Demais tipos de resíduo de papel, plásticos, borracha, metais e ferro seguem para empresas terceirizadas de reciclagem. Mensalmente, são recicladas 17 mil toneladas de resíduos. Cerca de 7% seguem para o aterro industrial. A meta é reduzir esse índice, até o ano de 2027, para apenas 2%. “Meu objetivo em relação a este tema é buscar as experiências positivas que ocorrem em empresas da nossa região, como a Celulose Irani, por exemplo, para que possamos mostrar tanto para o cidadão do nosso município, quanto para o poder público, que é possível termos uma política pública de redução de danos ambientais, de reaproveitamento e, ainda, de ganho econômico. Precisamos estabelecer como prioridade a política de resíduos sólidos no nosso município”, avalia Diego.

Para os gestores da área ambiental da unidade da Celulose Irani, em Vargem Bonita, as ações permitem que a empresa obtenha ganhos ambientais, econômicos e sociais enormes, ao possibilitar que materiais anteriormente tidos como resíduos e que eram descartados, passem a fazer novamente parte do ciclo produtivo da própria empresa ou de empresas terceiras, reduzindo a necessidade de exploração de matérias-primas virgens e de áreas de disposição em aterros sanitários e industriais. O vereador Diego foi recebido por Leandro Alexis Farina, Gerente de Qualidade e Meio Ambiente, Ricardo Bernasconi, Engenheiro de Meio Ambiente e, Marcel André Bresolin, Analista Ambiental.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *