No embalo das festas juninas

Entramos no mês mais festeiro do ano. Junho chegou e este ano com dose dupla, pois tem Copa América e Copa do Mundo de Futebol Feminino. Mas a marca tradicional deste período são mesmo as festas juninas. É também tempo de evitar a balança, já que as comidas típicas não permitem manter dieta alguma. Aí você tem uma imensidão de receitas porque em cada região se incorporam pratos típicos das cidades.

Rodrigo Leitão
De Brasília

Aqui no Brasil, a tradição das festas juninas é de comida feita à base de milho. E isso tem uma explicação agrícola. Na maior parte do País, junho é o mês da colheita do milho e aí grande parte dos doces, bolos e salgados oferecidos nas festividades deste período são à base desse grão. Ou seja, o cardápio das festas juninas, geralmente, obedece a cultura de ocasião. É por isso que se costuma oferecer pamonha (foto), cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho nas festas de São João, São Pedro e Santo Antônio.

E a tradição desta festa vem daí também, dos dias dos santos. As festas juninas simbolizam as festas de solstício no Hemisfério Norte, as chamadas festas pagãs que celebravam a chegada do verão por lá (inverno aqui). Quando a Igreja católica conseguiu impor o Cristianismo na Europa, aí estas festas foram incorporadas ao calendário religioso e passaram a celebrar os santos. Por isso, em Portugal, as festas juninas são chamadas de Festas dos Santos Populares: São Pedro, São João e Santo Antonio!

Mas existem outros cardápios de comida típico nas festas juninas. Isso vai depender muito da região, aqui no Brasil. Porque a festa junina – uma tradição brasileira desde o tempo do Brasil Colônia – é um catalizador cultural.

Já em Portugal, essas festas incorporam a cultura de vários países. Por exemplo, a “quadrilha” vem da França. A dança típica foi inspirada nas danças de salão da realeza francesa. Os fogos de artifício vieram da China, trazidos pela expedição de Marco Polo. Aqui no Brasil, o hábito de se comer salsichão vem dos festejos alemães.

QUENTÃO
As bebidas mais tradicionais são o vinho quente e o quentão. E elas vêm da cultura caipira brasileira, mas adaptando aí o costume italiano de celebrar tudo com vinho. Existe diferença entre as duas bebidas. Vinho quente não leva gengibre e o quentão sim. Os outros ingredientes são cachaça, açúcar e especiarias (geralmente cravo e canela).

Já os doces funcionam tanto aqui como na Europa da mesma forma: arroz doce (foto) e bolos. Aqui é comum a gente encontrar bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, além de batata doce feita na brasa, e muito mais.

Outros pratos entram no cardápio. Do Nordeste vieram a vaca atolada, do Sul o mocotó, no Estado do Rio se faz muito angu a baiana, isso sem falar nos espetinhos de carne de porco e de boi.

Enfim, as festas juninas não são uma manifestação cultural apenas do Brasil. Elas são comuns também em outros países com o Finlândia e Estados Unidos, por exemplo. E nos países católicos essa tradição é tão forte que antes se chamava de Festa Joanina, inclusive aqui no Brasil, por causa da noite de São João.

AGENDA – FESTA JUNINA 

ARRAIÁ CONEXÃO
Neste sábado, dia 15 de junho, tem Festa Junina no Colégio Conexão a partir das 14h30.

ARRAIÁ ALIANÇA
No sábado, dia 22 de junho, tem a Festa Junina da Escola de Samba Aliança a partir das 17h na sede da agremiação. Mais informações pelo telefone 3522-3718.


FAÇA EM CASA

VINHO QUENTE (rende 8 copos)

INGREDIENTES
– 1 copo de açúcar
– Canela em pau a gosto
– Cravo a gosto
– 1 litro de vinho tinto seco
– 1/2 litro de água
– 1/2 maçã vermelha (descascada e fatiada)

MODO DE PREPARO
Misture a metade do açúcar com o cravo e canela numa panela e queime, deixe dar aquele melaço. Despeje o vinho já misturado com água, misture pra desgrudar o melaço e jogue a maçã e o resto do açúcar. Aí deixe cozinhar em fogo quente, sem ferver. Sirva e tin-tin!

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