RealizAção: A fuga das nossas dores, por Isabela Mitterer

Isabela Mitterer – Foto Arquivo Pessoal

A coluna de hoje tem um tema doloroso, reflexivo, mas necessário… Temos falado muito sobre a baixa tolerância à frustração dos nossos jovens… mas será que só eles tem dificuldade de lidar com frustrações, com dores, com limitações? Falamos sobre a “nossa época” como se soubéssemos lidar melhor com as dificuldades, mas não sofremos hoje consequências de questões não trabalhadas no passado? Ou o discurso da “nossa época” é uma forma de dizer que nós amadurecemos com o tempo?

Índices cada vez mais alarmantes de depressão, distúrbios ansiosos e suicídio nos alertam sobre a saúde mental das pessoas. Independentemente de cor, credo ou classe social, o vazio existencial e os medos nos assolam, comprovando que, se não temos saúde mental, nada temos, nada aproveitamos. Podemos ter fortunas, ter pessoas maravilhosas ao nosso lado, mas se não soubermos lidar com nossas emoções e pensamentos, se não soubermos lidar com os problemas que inevitavelmente aparecem nas nossas vidas, continuaremos a sofrer.

Somos seres sensíveis, sentimos, pensamos. As tristezas do mundo, somadas aos nossos problemas, ao clima de intolerância e julgamento em que vivemos e às notícias veiculadas instantaneamente – geralmente com o pior do ser humano retratado – nos fazem cair no pessimismo, pensar que temos caminhado para a decadência. Desanimamos, nos revoltamos, dói…

Várias são as formas pelas quais tentamos encontrar uma maneira de lidar com as nossas dores: redes sociais, comida, vídeos, séries, filmes, hobbies, conversas com outras pessoas… algumas pessoas buscam fugir delas, mergulhando na dependência química. Por vezes, apenas as negamos, colocamos um sorriso no rosto e seguimos, como se nada estivesse acontecendo.

Mas o nosso corpo sente os efeitos do estresse e os manifesta de outras formas: dores de cabeça, tonturas, esquecimento, dores físicas, cansaço, sono, irritabilidade, desânimo, adoecimento frequente, entre tantos outros… Enquanto vamos maquiando nossas emoções, não as tratamos e elas se manifestam de outras maneiras. Temos tanto medo do que vamos encontrar se nos olharmos por dentro, que acabamos convivendo com o medo na nossa superfície, sem saber que tantas vezes, por baixo das camadas de medo, encontraremos coisas maravilhosas.

Você já parou para pensar no custo que você tem ao ignorar estas dores emocionais que acabam se manifestando de outras formas? E se você encará-las e buscar resolvê-las?

Talvez assim você possa aproveitar com leveza e alegria as tuas conquistas, as pessoas maravilhosas que você tem e as tuas virtudes e forças, curtindo cada dia… Liberte-se…

Isabela Mitterer Berkembrock
Psicóloga CRP 12/10872
Life Coach
Mestra em Educação
Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho
Idealizadora do Programa RealizAção
E-mail: isamitterer@hotmail.com
Telefone: (49) 98437-9064

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