RealizAção: Como anda sua autoestima? por Isabela Mitterer

Insegurança, insatisfação consigo, comparações constantes com outras pessoas ou com outras fases da vida, autoimagem que não agrada, perfeccionismo, medo de rejeição… esses são alguns sinais de baixa autoestima. E, ao contrário do que muitos pensam, a autoestima tem menos a ver com autoimagem e mais a ver com autoconceito: pessoas que consideramos “lindas” por fora podem ter uma autoestima mais baixa do que pessoas que não estão encaixadas no padrão de beleza…

Autoestima é a capacidade que temos de nos estimar, de nos julgar bem ou mal, de nos atribuir valor. Ela é formada com base nas nossas vivências desde o ventre materno, nas coisas que ouvimos sobre nós e que vamos constatando frente as situações. É um conjunto de crenças, pensamentos, comportamentos, sentimentos e ações que temos a nosso respeito.

Outro dia passei por uma frase que dizia: “antes de se diagnosticar com baixa autoestima, tenha certeza de que não está cercado por idiotas”… E sim, a qualidade das nossas relações podem contribuir para uma boa autoestima ou para abaixá-la. Se temos ao nosso lado pessoas que nos incentivam, elogiam, nos impulsionam, nos dão suporte e direcionamento, tendemos a nos sentir mais seguros e confiantes. Por outro lado, se temos pessoas ao nosso redor que só nos criticam, xingam, ridicularizam, tendemos a despertar medos, ressentimentos e inseguranças. Nossos pais e outras figuras de referência que adotamos ao longo da vida tem muito a ver com esse autoconceito também.

Uma boa medida de autoestima é medir o seu nível de satisfação com você e com a vida e saber se deixar em paz: não se cobrar tanto, saber se perdoar e se corrigir sem ficar se punindo, saber rir dos próprios defeitos, conviver com pessoas que amamos e que nos fazem bem e conhecer-se o suficiente para dizer: “eu me amo porque eu sou…” ou “sou amada porque…”.

Para ter uma boa autoestima precisamos ter a consciência de que somos pessoas maravilhosas, incríveis e… imperfeitas! Precisamos aprender a nos priorizar em algum nível e a não correr de nós mesmos: quando aprendemos a nos aceitar, a nos conhecer, a nos priorizar, adquirimos energia para mudar…

Quer medir sua autoestima? Responda essas perguntas: O que você ama em você? (características físicas, de personalidade, qualidades…). O que você acredita que te prejudica e que você gostaria de mudar em ti? (novamente: suas características, seu jeito de ser, de lidar com as pessoas, com os problemas?). No que você acredita ser bom? Pelo que você agradece na tua vida hoje? O que e quem são importantes para você?

Isabela Mitterer Berkembrock
Psicóloga CRP 12/10872
Life Coach
Mestra em Educação
Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho
Idealizadora do Programa RealizAção
E-mail: isamitterer@hotmail.com
Telefone: (49) 98437-9064

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