Prefeitura nega alto risco de dengue, zika e chikungunya em Cantanduvas

Segundo dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (DIVE-SC), 75 cidades do estado estão sob infestação destas doenças e devem ficar em alerta de contaminação. Algumas possuem incidência maior e impõem mais perigo que outras. São 32 com risco elevado, 33 com médio risco e mais 10 (entre elas Catanduvas), com baixo risco, dentro do grau imediato de contágio entre os 295 municípios de SC.

Rodrigo Leitão
jornalismo@raizesdiario.com.br

A prefeitura Municipal de Catanduvas (SC) contestou os números de risco e contágio da dengue, zica e chikungunya, veiculados pelo RD Comunicação na semana passada. Segundo a prefeitura, o município não está relacionado como elevado risco de contração das doenças e sim como baixo risco, na tabela divulgada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (DIVE-SC) e que aponta 75 cidades, entre as 295 do estado, com risco de contágio e transmissão da doença. O quadro apresentado pela DIVE-SC classifica esses 75 municípios em graus de possibilidade de infestação, da seguinte forma: 32 com elevado grau, 33 com grau médio e 10, com fator baixo. Cantanduvas se enquadra nesta última categoria, mas isso não exime o alerta para o município vizinho a Joaçaba, já que, mesmo enquadrado como baixo risco, Catanduvas figura na lista das 75 cidades cuja DIVE está preocupada com possíveis epidemias em 2019. Principalmente pelo elevadíssimo número de registros de dengue, cerca de 38, em 2018.

Outros dois municípios figuram entre as ameaças de infestação das três doenças, por meio de contágio via picada do mosquito Aedes aegypti, na região: Xaxim e Xanxerê. Até a data de ontem, o estado de Santa Catarina já tinha registrado 57 pacientes com dengue e um com febre de chikungunya. No total, 75 municípios catarinenses considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças, fizeram o levantamento para saber o risco.

Para o gerente de Zoonoses da Dive-SC, João Fuck, esses dados revelam o quanto é preciso manter a vigilância em casa, no trabalho e nas ruas o ano inteiro. Segundo ele, o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), feito nos 75 municípios da lista de alerta, inspecionou 57.393 depósitos que continham água parada, criadouros do mosquito. A maioria era de copos plásticos, vasos de plantas e balse. Também foram vistoriados lixo e sucata.

“O objetivo do levantamento é identificar o tipo e a quantidade de depósitos que possam ser criadouros do mosquito nos imóveis visitados. A ação é feita por meio de vistorias em um determinado número de imóveis no município, onde são coletadas larvas para definição do índice de infestação predial”, explica o gerente da DIVE.

No ano passado, pelo levantamento feito em 64 cidades, Catanduvas também foi considerada local de alto risco de contração de dengue. De acordo com a DIVE, mais de 25 bairros da cidade estavam com foco de Aedes aegypti. Mais de 40 casos da doença foram registrados no município, em 2018.

SAIBA COMO SE PREVENIR
– Evite usar pratos nos vasos de plantas – se usá-los, coloque areia até a borda;
– Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
– Mantenha lixeiras tampadas;
– Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
– Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
– Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
– Mantenha ralos fechados e desentupidos;
– Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
– Retire a água acumulada em lajes;
– Dê descarga, no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
– Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
– Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
– Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
– Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou vírus da zika, procure uma unidade de saúde para o atendimento

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *