RealizAção: Você tem feito o que te faz feliz? por Isabela Mitterer

Os filósofos foram os primeiros a buscar a definição de felicidade. Aristóteles, por exemplo, criou a tese da “eudaimonia”, na qual ele afirma que a melhor forma de conseguir ser feliz é através do cultivo das nossas virtudes, e de exercitar o que temos de melhor em nós constantemente para sermos felizes. Já para Epicuro, o equilíbrio e a temperança davam origem à felicidade, que a amizade – e não o amor – e o amor ao que fazemos é que nos fazem felizes. Nietzsche era contrário à ideia de que bem estar, e a ausência de preocupações era um “estado ideal de preguiça”. Para ele, felicidade seria ser capaz de provar da sua força vital, através de superação de obstáculos e criação de novas maneiras de viver.

A Psicologia Positiva resume as teorias já formuladas e as testam cientificamente. Martin Seligman e Mihaly Csikszentmihalyi, postulam que nós temos 3 elementos principais que nos levam à Felicidade: a vivência de emoções positivas (amor, alegria, otimismo, gratidão, esperança, divertimento, serenidade, interesse, orgulho, inspiração, admiração); a fluidez ou envolvimento, que consiste no nosso poder de concentração e de fazer fluir aquelas atividades das quais gostamos muito; e o senso de propósito ou significado, que tem a ver com descobrir qual nosso propósito enquanto pessoas e nos concentrar em realizá-lo. Os dois últimos são aqueles que tem mais durabilidade, pois tem a ver com as nossas forças pessoais. O conjunto dos 3 elementos leva a um senso maior de realização.

Quando olhamos apenas para as emoções positivas e para fazer aquilo que gostamos, acabamos por comprovar que a Felicidade é feita de momentos. Especialmente ao considerarmos que a vivência das emoções positivas é buscar uma vida prazerosa, e o que é prazeroso em um dia pode não ser no seguinte, pois nós nos acostumamos com algumas emoções e elas deixam de ser novidade. Além disso, 50% da forma como vivenciamos emoções positivas é genético, ou influenciado pela nossa história e crenças – aquilo que eu aprendi que é alegria, tristeza, medo, nojo, raiva…

Já se unirmos o conceito de propósito e significado, passamos a perceber que, quando temos um propósito na vida – e propósitos são coisas simples, que fazemos diariamente para o nosso bem, para o bem das pessoas que amamos e para o mundo – nós passamos a fazer apenas aquilo que está alinhado com esse propósito e com os nossos valores. E essa seleção que fazemos ao investir nossa energia nos faz muito bem.

E aí, você tem vivenciado emoções positivas diariamente? Tem feito fluir e se envolvido com as atividades que você gosta muito? Aliás, o que você gosta muito de fazer? Já sabe o seu propósito de vida?

Isabela Mitterer Berkembrock
Psicóloga CRP 12/10872
Life Coach
Mestra em Educação
Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho
Idealizadora do Programa RealizAção
E-mail: isamitterer@hotmail.com
Telefone: (49) 98437-9064

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