Medicina Fetal cada vez mais necessária às gestantes

Especialidade de atuação na ginecologia e obstetrícia é novidade e tendência para proporcionar o melhor suporte à mãe e ao feto. Já disponível em Joaçaba, ela previne, diagnostica e trata situações patológicas que até então não apresentavam bons resultados terapêuticos.

Legenda: entrega do certificado de pós-graduado em Medicina Fetal pelo Professor Fábio Peralta

Dr. Wellington Alessi

A Medicina Fetal é uma área de atuação ou uma sub-especialidade médica da Ginecologia e Obstetrícia. Ela tem como objetivo dar a melhor assistência possível à saúde materno-fetal. Essa assistência é ofertada através de conhecimentos específicos que o fetólogo (nome dado ao médico especialista em medicina fetal) adquire durante a sua formação. Esses conhecimentos envolvem o domínio da embriologia, obstetrícia, genética médica, neonatologia, morfologia e dismorfologia fetais, fisiologia e fisiopatologia fetais, física médica, entre outros.

AÇÕES PREVENTIVAS
O fetólogo promove a assistência à saúde do binômio mãe-feto através de ações preventivas, diagnósticas e terapêuticas. O principal instrumento para realizar essas ações é a ultrassonografia. Por meio dela, o fetólogo consegue rastrear, prevenir, diagnosticar e tratar as mais diferentes patologias que podem acometer tanto a gestante como o feto, durante o período pré-natal.

O especialista em Medicina Fetal é capaz de rastrear e diagnosticar doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down, por meio da ultrassonografia e de procedimentos invasivos, como biópsia de vilo corial (placenta) e amniocentese (estudo das células fetais através da aspiração do líquido amniótico por punção com agulha).

SOBREVIDA
Também utilizando a ultrassonografia é realizado o diagnóstico de diversas alterações estruturais fetais, tais como cardiopatias, doenças dos sistemas nervoso, urinário, digestivo e esquelético. Muitas dessas alterações podem ser tratadas ainda com o feto dentro do ventre materno (intra-útero), com maior probabilidade de sobrevida para o feto e/ou recém-nascido. O tratamento dessas condições deve ser realizado pelo fetólogo com treinamento em cirurgia fetal, e deve contar com uma equipe multidisciplinar, composta por cirurgião pediátrico, neonatalogista, cardiologista pediátrico, cirurgião cardíaco e neurocirurgião, entre outros profissionais, a depender do acometimento específico fetal.

Este ramo da ciência médica, relativamente novo (se comparado à outras áreas médicas), está em constante evolução, pois a todo momento novos estudos surgem, com novas opções de tratamento e com aprimoramento daquelas já existentes, assim como novas técnicas cirúrgicas estão sempre sendo testadas.

TÉCNICAS INOVADORAS
Portanto, a Medicina Fetal surge como uma sub-especialidade dentro da Obstetrícia que integra todo o conhecimento já bem estabelecido (embriologia, anatomia, fisiologia, genética…) à modernidade de aparelhos ultrassonográficos cada vez mais sofisticados e técnicas cirúrgicas fetais intra-útero inovadoras, para proporcionar o melhor suporte ao binômio mãe-feto, prevenindo, diagnosticando e tratando situações patológicas que até então não apresentavam bons resultados terapêuticos.

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(*) Dr. Wellington Alessi é médico ginecologista e obstetra, com especialização em Ultrassonografia na área de Ginecologia e Obstetrícia e pós-graduado em Medicina Fetal pela CETRUS/SP.

CONTATO: Rua Frei Edgar, nº 138, sala 503 – Ed. Unique Office – Centro – Joaçaba-SC. Telefone: (49) 3522-8222. E-mail: welalessi@gmail.com

 

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