Novo Jetta chega em outubro


Lançada no Salão de Detroit, nos EUA, no início do ano, a sétima ima geração do modelo ganha porte maior e linhas musculosas que o aproximam do sedã topo de linha da marca alemã.

Fabricado no México, O Jetta 2019 chega ao mercado brasileiro no próximo mês com preços que variam entre R$ 110 mil e R$ 120 mil. Mais aerodinâmico e “musculoso”, com dianteira mais alta, vincos pronunciados e queda do teto mais suave, o Jetta passa a ser construído sobre a plataforma modular MQB, que permite não só equipá-lo com mais conteúdo e tecnologia, como aumenta significativamente sua performance de segurança.

O modelo cresceu em todos os sentidos: são 4,70 metros de comprimento (mais 6cm em relação à geração anterior), 1,80m (mais 2cm) de largura, 1,47m de altura e entre-eixos de 2.69m (mais 4cm).

A Volkswagen garante que também houve ganho no espaço interno. Como no restante da linha Volkswagen, o painel tem orientação horizontal, com destaque para a tela de oito polegadas do sistema de infotainment Discover Media, que é de série, oferecendo conectividade com o smartphone (Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink) e navegação integrada. Os bancos são revestidos em couro. A versão R-Line traz de série o painel de instrumentos digital (Active Info Display). A cabine também traz iluminação ambiente ajustável em 10 tonalidades. Ambas as versões podem ter como opcional o teto solar panorâmico, que traz uma tela de vidro entre o para-brisa e o teto solar, aumentando a área envidraçada. O porta-malas tem bom volume, 510 litros.

Sob o capô existe apenas uma opção de motor: o 1.4 TSI Flex, com 150cv de potência máxima a 5.000rpm e 25,5kgfm de torque máximo entre 1.400rpm e 3.500rpm. O propulsor turbo trabalha em conjunto com o câmbio automático de seis marchas, que permite trocas manuais por meio das aletas atrás do volante. Com essa dupla, o Jetta acelera até os 100km/h em 8,9 segundos e alcança a velocidade máxima de 210km/h. A direção tem assistência elétrica progressiva, enquanto as suspensões são McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Os freios são a discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. De acordo com o Inmetro, o consumo na cidade é de 10,9km/l (gasolina) e 7,4km/l (etanol), e na estrada 14km/l (g) e 9,6km/l (e).

A Volkswagen afirma que o modelo agora tem espaço interno ainda maior e mais confortável – Pedro Danthas/Volkswagen/Divulgação

O modelo cresceu em todos os sentidos: são 4,70 metros de comprimento (mais 6cm em relação à geração anterior), 1,80m (mais 2cm) de largura, 1,47m de altura e entre-eixos de 2.69m (mais 4cm).


O espaço interno melhorou significativamente, mas o banco traseiro não leva três passageiros com conforto devido ao enorme túnel no assoalho. Também faz falta na parte de trás da cabine uma saída de ar-condicionado, que existia em algumas versões da geração anterior. O teto solar não tem nada de panorâmico, já que sua abertura abrange apenas os passageiros da frente. O próprio vidro que liga o teto solar ao para-brisa é apenas um item de acabamento externo, não oferecendo visualização pela parte de dentro.

O desempenho é o esperado para um veículo com motor 1.4 turbo, que substitui com vantagens em consumo e, de certa forma, performance um propulsor 2.0 aspirado. Para uma direção mais dinâmica, fez falta a oferta das aletas atrás do volante para as trocas manuais de marcha. No nosso teste drive não houve oportunidade para ter uma impressão a respeito da suspensão, nem em conforto, já que não houve piso irregular, e nem estabilidade, já que faltaram curvas acentuadas.