COLUNA SAÚDE MENTAL: Você sabia que a gratidão pode mudar o nosso cérebro!

Tadiane Luiza Ficagna, médica psiquiatra

É isso mesmo, ser grato pode mudar nossos circuitos cerebrais, melhorando nosso humor e a forma de enxergar o mundo. Pode parecer filosofia de autoajuda, mas é pura neurociência: o nosso cérebro é incapaz de reclamar e sentir gratidão ao mesmo tempo. A gratidão é uma emoção positiva que pode ser construída pelos nossos pensamentos. Quando nos sentimos gratos pelas nossas conquistas, e pelas pessoas queridas que temos em nossas vidas, passamos a ativar o sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema fica localizado em uma área conhecida como Núcleo Accumbens, e é o responsável pelo prazer e sensação de bem-estar.

Quando o cérebro identifica que algo de bom aconteceu, o sentimento de gratidão entra em ação e ocasiona a liberação de uma substância chamada de dopamina, (neurotransmissor responsável por transmitir mensagens de prazer). Dessa forma, pessoas que manifestam gratidão apresentam níveis mais elevados de emoções positivas, e satisfação com a vida em geral.

Mas para gratidão existir, nós precisamos construí-la em nossos pensamentos. A grande maioria das pessoas vive preocupada em conquistar coisas e planejar sonhos futuros. Não que isso esteja errado, afinal somos movidos pelos nossos sonhos e ambições. Entretanto, também é importante que possamos apreciar todo o processo, sendo capazes de reconhecer tanto conquistas grandes, quanto as pequenas vitórias do dia a dia, coisas materiais ou relacionamentos importantes.

Além da dopamina, o sentimento de gratidão estimula as vias cerebrais responsáveis pela liberação da ocitocina, hormônio encarregado pelo afeto, e pela tranquilidade. A ocitocina ajuda a reduzir a ansiedade, o medo e o pânico, trazendo uma sensação de paz e bem-estar. Com isso, podemos concluir que ao exercitar o sentimento de gratidão, também estaremos desenvolvendo uma melhor relação com estados mentais tóxicos e desnecessários. Gerar pensamentos de gratidão é uma escolha única e pessoal!

* As informações contidas nesta publicação não substituem a avaliação de um profissional da área da saúde mental.

Por Tadiane Luiza Ficagna, médica psiquiatra, professora da Unoesc Joaçaba e coordenadora do Departamento de Saúde Mental do Hust. Telefone: (49) 9.9200-6688

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