COLUNA SAÚDE MENTAL – Depressão: o mal do século

A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns e acomete cerca de 10% dos brasileiros.

Os sintomas mais frequentes deste transtorno são uma sensação de tristeza constante e a perda do prazer na realização de atividades que antes eram prazerosas. Estes sintomas habitualmente são acompanhados por outras manifestações, como alterações no apetite (uma grande redução do apetite ou aumento do apetite, causando grandes variações no peso do paciente em pouco tempo), insônia ou sonolência exagerada, perda de energia e dificuldade para realizar tarefas cotidianas, dificuldades para pensar e tomar decisões, sentimentos de impotência ou culpa e, em casos mais graves, pensamentos sobre suicídio e tentativas de suicídio.

A depressão pode acontecer com ou sem um evento estressante anterior e perdura por longos períodos, sendo necessárias, no mínimo, duas semanas de ocorrência contínua dos sintomas para que seja considerado este diagnóstico. Diversos fatores são responsáveis pelo surgimento de um episódio de depressão, como alterações em neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre os neurônios – as células do cérebro), fatores genéticos, traços de personalidade e fatores ambientais.

O tratamento da depressão é feito de múltiplas formas. Em primeiro lugar, é necessário estabelecer o diagnóstico correto através de um exame médico psiquiátrico, pois muitas doenças, como o hipotireoidismo, podem causar sintomas semelhantes ao da depressão, embora tenham tratamento completamente diverso. Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento será feito com o uso de medicamentos e/ou psicoterapia.

Os medicamentos prescritos são os antidepressivos e podem ser combinados com medicamentos para reduzir a ansiedade e auxiliar o paciente a conciliar o sono quando necessário. Normalmente, o tratamento começa a surtir efeito em um período entre uma e três semanas após o início do uso da medicação. O tratamento deve ser mantido por alguns meses após a remissão completa dos sintomas para assegurar que o paciente não tenha uma recaída. A maior parte dos pacientes obtém uma melhora duradoura com a manutenção do tratamento por cerca de um ano após a remissão dos sintomas em um primeiro episódio. A depressão recorrente necessita de tratamento mais prolongado, que pode atingir dois, cinco ou vários anos. Procurar tratamento especializado é o caminho para uma boa resposta ao tratamento. O médico especialista no tratamento da depressão é o Psiquiatra!

Por Tadiane Luiza Ficagna, médica psiquiatra, professora da Unoesc Joaçaba e coordenadora do Departamento de Saúde Mental do Hust. Telefone: (49) 9.9200-6688

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