COLUNA SAÚDE MENTAL – O TOC e os impulsos involuntários

O TOC e os impulsos involuntários

Dra. Tadiane Luiza Ficagna

O TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno mental caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens indesejáveis e involuntários, que invadem a consciência causando acentuada ansiedade ou desconforto e obrigando o indivíduo a executar rituais ou compulsões que são atos físicos ou mentais realizados em resposta às obsessões, com a intenção de afastar ameaças (contaminação, a casa incendiar, algum familiar morrer caso o paciente não obedeça a esses pensamentos obsessivos) prevenir possíveis falhas ou simplesmente aliviar um desconforto físico. No TOC os indivíduos procuram ainda evitar o contato com determinados lugares (por exemplo, banheiros públicos, hospitais, cemitérios), objetos que outras pessoas tocam (dinheiro, telefone público, maçanetas) ou até mesmo pessoas (mendigos, pessoas com algum ferimento) como forma de obter alívio dos seus medos e preocupações: São as evitações.  Outra manifestação pode ser o colecionismo e acumulação patológica, onde a pessoa chega a viver em um ambiente com Lixos e entulhos e não consegue de desfazer dos mesmos. Uma das características intrigantes do TOC é a diversidade dos seus sintomas (medos de contaminação/lavagens, dúvidas excessivas seguidas de verificações, preocupação exagerada com ordem/simetria ou exatidão, pensamentos de conteúdo inaceitável (violência, sexuais, ou blasfemos), compulsão por armazenar objetos sem utilidade e dificuldade em descarta-los – ou colecionismo). Para  que seja estabelecido o diagnóstico de TOC é necessário que as obsessões ou compulsões consumam um tempo razoável (por exemplo, tomam mais de uma hora por dia) ou causem desconforto clinicamente significativo, ou comprometam a vida social, ocupacional, acadêmica ou outras áreas importantes do funcionamento do indivíduo. O TOC é uma doença crônica que afeta muito a qualidade de vida do indivíduo desde suas formas leves até as mais graves onde pode haver sintomas psicóticos. O tratamento se dá por fármacos e psicoterapia. O médico especialista que trata esta doença é o psiquiatra. Com um tratamento adequado geralmente ha melhora significativa da funcionalidade e da qualidade de vida do paciente e seus familiares.

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Tadiane Luiza Ficagna é medica Psiquiatra, Professora da UNOESC Joaçaba e Coordenadora do Departamento de Saúde Mental do HUST . Telefone para contato: (49) 99200-6688

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