Aumentam casos de sífilis em bebês em SC

Em Santa Catarina, 693 bebês foram diagnosticados com sífilis congênita em 2017. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. Este número representa um aumento de 23,75% em relação a 2016, quando 560 foram diagnosticados.

Bebês com sífilis têm elevado risco de morte, segundo o órgão. A doença pode se manifestar como pneumonia ou uma infecção generalizada, feridas no corpo e nas mucosas do nariz e da boca.

“Estamos em meio a uma epidemia de sífilis no mundo. Vários países trabalham para redução da doença. Não tem cabimento as crianças nascerem com uma doença que pode ser evitada”, disse a gerente de DSTs da Dive-SC, Dulce Quevedo.

A maior parte dos casos de sífilis congênita em 2017 em Santa Catarina foi diagnosticada na Grande Florianópolis. A situação seria amenizada se a gestante e o parceiro sexual recebessem o tratamento adequado para que a criança nascesse sem sífilis, diz a Dive, acrescentando que o número atual pode ser alterado, pois os municípios têm até seis meses após a virada do ano para comunicar os casos.

“A criança nasce com sífilis no caso de a mãe não ser diagnosticada, quando não faz o tratamento adequado ou a doença é descoberta tardiamente. Também existe a reinfecção, quando a mãe se trata, mas o parceiro não. Então, a importância de usar camisinha durante toda gestação”, explicou.

Conforme Dulce, o ideal seria o diagnóstico precoce, antes de engravidar. “Os testes para identificar a doença e para tratá-la estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde”, afirmou.

De acordo com a Diretoria, as gestantes devem ficar alertas, no caso de diagnóstico de sífilis, pois a infecção pode provocar malformação do feto e aborto. Outras manifestações podem surgir semanas ou meses depois do nascimento, como cegueira, problemas ósseos, surdez, hidrocefalia ou deficiência mental.

Manifestações – Segundo a Dive, a sífilis tem em sua evolução, geralmente no primeiro ano da doença, manifestações como lesões de pele ou mucosas, aumento de ínguas, queda de pelos, dores articulares, inflamações oculares entre outras.

Nos casos em que a sífilis não é diagnosticada ou tratada, a pessoa poderá ficar sem sintomas por muitos anos, mas a doença pode ressurgir e indicar danos graves ao organismo, como lesões cardíacas, neurológicas ou psiquiátricas e ósseas.

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