Chuvas de verão evitam aumento no preço da energia elétrica

Rodrigo Leitão
De Brasília

Não haverá aumento de preço tarifário da energia elétrica em março. Se a conta vier mais alta, o motivo será aumento de consumo. A bandeira tarifária segue verde, e a conta de luz continua sem cobrança extra em março, segundo informação a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel. A recuperação dos reservatórios das principais hidrelétricas do país, devido ao aumento das chuvas nesse verão, é a razão pela qual a bandeira verde permanecerá nas contas de luz pelo terceiro mês consecutivo, este ano.

O reflexo do aumento das chuvas, e a consequente recuperação dos reservatórios, indica melhora nas condições de geração de energia no país.

Nos últimos meses de 2017 houve cobrança da taxa da bandeira tarifária nas contas de luz. Em novembro, a bandeira ficou na cor vermelha patamar 2, a mais alta da escala criada pela agência para sinalizar o custo real da energia gerada. Na ocasião, a cobrança adicional para cada 100 kWh consumidos foi de R$ 5.

O dinheiro arrecadado pela bandeira tarifária serve para cobrir o custo adicional com uso das termelétricas, que produzem energia mais cara. As termelétricas entram em ação quando é preciso poupar água do reservatório das hidrelétricas devido à falta de chuvas.

A Aneel discute implantar no país um sistema que permitirá a consumidores que têm poucos eletrodomésticos, e por isso usam menos energia, pagar uma conta de luz mais barata.

Trata-se da chamada tarifa binômia. Já disponível para grandes indústrias, ela estabelece faixas de cobrança pelo serviço de distribuição – que é a construção e manutenção da rede que leva a energia até as casas e as empresas.

O custo do serviço de distribuição, a chamada “tarifa fio”, representa cerca de 30% do total pago nas contas de luz. Esses recursos servem para remunerar as distribuidoras pelo uso da rede.

Hoje, casas ou lojas que consomem muita energia pagam, pelo serviço de distribuição, o mesmo valor que outras que usam pouca. Com a tarifa binômia, a lógica é que os grandes consumidores passem a pagar mais pelo serviço porque exigem um maior investimento das distribuidoras para atender à sua demanda. E, quem usa menos energia, pagaria menos.

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