Tecnoeste supera expectativas

Foto Divulgação

Concórdia – O Show tecnológico do Oeste Catarinense superou todas as expectativas. O segundo dia do evento, registrou mais de 15 mil visitantes no parque – o que demonstra o sucesso da feira.

O terceiro dia começou com a realização do Seminário da Suinocultura que aconteceu no auditório do IFC e reuniu direção da Copérdia, autoridades municipais, equipe técnica do fomento de suínos, profissionais da Aurora Alimentos, alunos do IFC, direção da Agriness e demais colaboradores da cooperativa.

Quem abriu o Seminário de Suinocultura foi o gerente geral de exportação da Aurora Alimentos, Dilvo Casagranda. Ele falou ao público presente sobre o cenário de carnes a nível de mundo. Segundo Casagranda, em 2017, o mundo cresceu em exportações, enquanto o Brasil perdeu 5% do mercado. “Em 2017 tivemos alguns fatos que interfeririam nas exportações de carne suína, uma delas foi à operação carne fraca que foi um desastre, pois ocasionou o fechamento de todos os mercados, inclusive aconteceu o fechamento das exportações para a Rússia – maior comprador de carne suína do Brasil”, explicou.  De acordo com Casagranda, a salvação do setor de carnes em 2017 foi o custo de produção, que foi relativamente baixo.

Dados trazidos pelo gerente, mostram que a cada 100kg de carne suína produzida no Brasil, 82% fica no mercado interno e 18kg é destinada à exportação. “O consumo por pessoa fechou o ano de 2017 em 14,7kg por habitante, isso é muito pouco. A concorrência com as carnes, no mercado interno, principalmente de frango é muito grande. É preciso criar o hábito do consumo de carne suína. Hoje, 89% da carne suína é industrializada e apenas 11% é consumida in natura”, revelou Dilvo.

BOAS NOTÍCIAS

Como pontos positivos da área da suinocultura Casagranda citou a sanidade e a produtividade. “Quando o assunto é sanidade, o Brasil merece elogios. Conseguimos nos manter livres das principais enfermidades globais. Chegamos ao topo da montanha. Agora, precisamos nos manter lá, o que é mais difícil”, disse. Em relação à produtividade ele releva que é outro destaque na área de produção de suínos. “Até o ano de 2020, 85% dos produtores de suínos poderão alcançar a média de 35 suínos por porca por ano”, frizou.

P + 1

Na sequência, o sócio fundador da Agriness, Everton Gubert, falou sobre a implantação da metodologia +1 na Copérdia que aconteceu em 2014 e foi lançada junto a 12ª edição do Tecnoeste, no mesmo ano. Ele apresentou um histórico de como a metodologia foi evoluindo e trouxe resultados significativos à cooperativa e aos produtores ao longo destes 4 anos. Everton também falou sobre os melhores índices conquistados pelos produtores da Copérdia em 2017. Esses produtores receberam uma homenagem na noite da última sexta-feira, 16, na Acercc.

Arlan Lorenzetti, gerente de suinocultura da Copérdia, destacou os temas abordados como relevantes. “São temas de grande interesse do produtor e nada como trazer profissionais que vivenciam essa realidade para contribuir. As abordagens também estão alinhadas ao tema do Tecnoeste que é gestão, qualidade de vida e sucessão propriedade rural”, contrubui Lorenzetti.

(Fonte: Ascom Copérdia)

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