“Dia após dia Frei Bruno foi contagiando minha vida”, diz historiadora

Iraci Lopes, historiadora. Foto Pascom/Divulgação

Nesses quase cinco anos de trabalho no processo diocesano da Causa Frei Bruno Linden, a historiadora Iraci Lopes conheceu melhor este frade franciscano que deixou suas marcas de santidade no estado de Santa Catarina, principalmente no Oeste e no Vale do Itajaí. Ela fez parte com Frei Clarêncio Neotti da Comissão Histórica e estará presente no dia 25 de fevereiro, às 8h, quando será realizada a última sessão solene do Tribunal Eclesiástico para a Causa de Frei Bruno em frente à Catedral Santa Terezinha de Joaçaba, antes da 28ª Caminhada Penitencial Frei Bruno. “O contato com os escritos de Frei Bruno, com os escritos sobre Frei Bruno e com os depoimentos das pessoas que conviveram com ele, foram me dando uma compreensão mais profunda da grandeza da vida deste servo de Deus e da razão porque tantas pessoas o denominam de ‘santo’”, revelou Iraci. “A aproximação com uma vida tão entregue a vontade de Deus, tão dedicada aos mais necessitados e tão empenhada a evangelizar as pessoas e despertar a fé nos corações, dia após dia foi contagiando minha vida despertando em mim o desejo de também trilhar o caminho da santidade, de uma forma simples como ele, sem ostentações, transformando meu jeito de ser e de viver”, acrescentou.

Segundo Iraci, nesse trabalho para trazer viva a memória de Frei Bruno, sentiu que ele continua evangelizando, convertendo e animando através de seu testemunho de vida, a viver as virtudes da fé, da esperança, da caridade e tantas outras como a prática da oração, a humildade, a misericórdia, o perdão, a alegria, a bondade e a fraternidade.

Nesse envolvimento, confessa Iraci, deu para ver a atualidade da vida de Frei Bruno nos nossos dias. “Numa sociedade que presa pelas aparências, ele nos ensina a virtude da simplicidade e da humildade como jeito de ser, de evangelizar, de amar e ser amado pelas pessoas. Todos sentiam-se bem em sua presença, pois ele não se colocava como melhor ou maior do que ninguém, mas sempre a serviço, doando-se sem limites”, constatou.

Para ela, o seu jeito missionário de evangelizar, visitando as famílias, abençoando pessoas, plantações e animais, torna-se muito atual conforme as recomendações do Papa Francisco, que “nos pede que sejamos uma Igreja em saída, que vá ao encontro das necessidades do povo sofrido levando o conforto, a esperança e a fé. Isto nos compromete como agentes de pastoral a rever nossas práticas, nossos métodos e nossas relações em nossas atividades evangelizadoras”.

Segundo a historiadora, foi gratificante e enriquecedor participar da Comissão Histórica e, como tantas outras pessoas, que, com a graça de Deus, Frei Bruno seja beatificado.

Aos 69 anos, a professora aposentada Iraci Lopes exala disposição e contagia os próximos com tamanha disposição. “Nenhuma frente de trabalho parece ser suficiente para cessar o entusiasmo dela em contribuir com o desenvolvimento e bem-estar da comunidade. Na educação, na política, na Igreja e nos movimentos sociais o nome da xaxinense é sempre lembrado como figura valente e de índolo inquestionável”, escreveu a jornalista Janquieli Ceruti, do jornal Lê Notícias.

(Fonte: Angelo Junior Radavelli/Pastoral da Comunicação)

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