Dorival Júnior vive o momento de maior desgaste desde que foi contratado pelo São Paulo para substituir Rogério Ceni, em julho de 2017. A derrota por 1 a 0 no clássico contra o Santos, domingo, no Morumbi, aumentou a pressão.
Há críticas de diretores, conselheiros e torcedores ao trabalho do comandante. Embora o desgaste exista, ninguém diz que este é o momento de demitir o treinador. A avaliação é de que Dorival tem de ser mantido e precisa de mais tempo. Existe a ponderação de que isso pode mudar a qualquer momento, mas o panorama atual não aponta para a queda.
Dorival chegou cedo, ontem, ao CT da Barra Funda. Ele se encontrou com o executivo de futebol, Raí, que também também teve outras reuniões para tratar de assuntos não relacionados ao time profissional do Tricolor.
A crise que põe em risco a permanência de Dorival Júnior no São Paulo se agravou no domingo, durante o jogo contra o Santos, quando o técnico substituiu o peruano Cueva por Breno, aos 23 minutos do segundo tempo. A substituição criticada por torcedores no Morumbi também foi contestada internamente.Em off, muitos dirigentes discoradaram da alteração. A troca também virou assunto após a partida.
A justificativa de Dorival para a mudança é de que Cueva havia caído de rendimento tecnicamente e fisicamente no segundo tempo, quando a saída de bola e a transição do Santos se tornaram mais perigosas. Foi justamente em uma jogada construída desde a defesa, inclusive, que o rival chegou ao gol marcado por Gabriel.
Na entrevista depois do jogo, Dorival explicou a substituição da seguinte maneira: “Ele (Cueva) sentiu um pouco fisicamente, começou a dar uma caída. Imaginei que abrindo um jogador e jogando o Nene pra dentro manteríamos o poder de criação que sempre tivemos ali. Estamos com dois meias, ora um ora outro. É natural que sintam um pouco o ritmo da partida”.

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